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Indicação de Flávio representa o "bolsonarismo de fato", diz Bia Kicis

Em entrevista, deputada federal do PL afirma que escolha do senador para 2026 surpreende o "Centrão", que esperava um nome de consenso como Tarcísio de Freitas

Da redação
DA REDAÇÃO

05/12/2025 • 22:19 • Atualizado em 05/12/2025 • 22:19

A indicação do senador Flávio Bolsonaro como o nome escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar a presidência da República em 2026 repercutiu entre aliados. Em entrevista à BandNews TV, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), vice-líder da minoria na Câmara, afirmou que a escolha não foi uma surpresa completa e que a decisão representa um movimento de "ousadia" do ex-presidente.

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Segundo a parlamentar, a presença do sobrenome na urna é fundamental. "Eleição sem Bolsonaro é golpe", reiterou Kicis, classificando a inelegibilidade do ex-presidente como "perseguição política". Diante da impossibilidade atual de Jair Bolsonaro concorrer, a deputada avalia que Flávio traz a "primogenia" e o peso do nome, além de descrever o senador como uma pessoa de "diálogo e construção".

Mudança de rota na Direita

Durante a entrevista, Bia Kicis admitiu que a escolha de Flávio altera a rota que vinha sendo desenhada por parte das legendas de centro-direita. A deputada reconheceu que o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), era visto como um "consenso" para unir o "Centrão" e a direita, possivelmente com um membro da família Bolsonaro como vice.

"O Bolsonaro resolveu ousar mais e colocar o seu filho como cabeça de chapa", afirmou Kicis. Para ela, embora Tarcísio tivesse grande convergência, ele não era o nome que representava "de fato o bolsonarismo" e os valores dos apoiadores mais fiéis, papel que ela atribui a Flávio.

Risco de divisão e candidatura de fachada

Questionada sobre especulações de que a indicação seria apenas um "balão de ensaio" ou uma "candidatura de fachada", a deputada rejeitou a tese, questionando por que a indicação não poderia ser verdadeira. No entanto, ponderou que "na política os ventos podem mudar" e não descartou a possibilidade de o próprio Jair Bolsonaro tentar reverter sua inelegibilidade.

Sobre o risco de fragmentação da direita e um possível descolamento de partidos do centro — exemplificado pela manutenção da pré-candidatura de Ronaldo Caiado pelo União Brasil — Kicis admitiu que o risco existe. "É verdade. Se é uma coisa que a gente sempre ouvia falar, é que o nome do Tarcísio era um nome de consenso", disse ela, reconhecendo que a opção por Flávio pode gerar ruídos com o bloco que esperava uma candidatura menos polarizada.

Apesar dos desafios de unificação, a deputada demonstrou otimismo, afirmando que a base aliada está "inconformada" com o cenário político atual e que a candidatura de Flávio tem tudo para se fortalecer.

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