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Indicado ao STF, Messias agradece apoio de líder religioso em igreja de SP

Nos bastidores, a indicação de Jorge Messias a Suprema Corte é vista também como um aceno do governo Lula ao público evangélico

Thayane Melo
THAYANE MELO

21/11/2025 • 12:41 • Atualizado em 21/11/2025 • 12:41

Bastidores de Brasília
Lula ao lado de Jorge Messias durante uma oração

Lula ao lado de Jorge Messias durante uma oração

Ricardo Stuckert

Um dia depois de ser indicado pelo presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal, o advogado-geral da União, Jorge Messias, foi hoje à igreja Ad Brás, em São Paulo, agradecer ao bispo Samuel Ferreira e ao deputado federal Cezinha Madureira, por terem ido até o presidente Lula há cerca de um mês.

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O encontro também contou com a presença do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, indicado pelo ex presidente Jair Bolsonaro, que já havia parabenizado Messias pela indicação. Veja o vídeo abaixo.

No dia 16 de outubro, Lula recebeu Samuel e Cezinha em seu gabinete, acompanhados de Jorge Messias e da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. O encontro foi descrito pelo presidente como “especial, de emoção e fé”. E disse que recebeu dois presentes: a Bíblia do Culto do Ministro e a edição de ouro do Centenário de Gloria da Igreja.

Nos bastidores, a indicação de Jorge Messias a Suprema Corte é vista também como um aceno do governo Lula ao público evangélico, já mirando as próximas eleições.

Ontem, em sua primeira manifestação, Messias agradeceu a confiança do presidente e se comprometeu com a Constituição. "Agradeço a confiança em meu nome e acolho com afeto todas as orações e manifestações de apoio recebidas. Uma vez aprovado pelo Senado, comprometo-me a retribuir essa confiança com dedicação, integridade e zelo institucional", declarou.

Próximos passos: a sabatina no Senado

Para que Jorge Messias se torne ministro do Supremo Tribunal Federal, seu nome passará por um rito de aprovação no Senado. O primeiro passo é uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), cuja data ainda será agendada. Nela, senadores avaliarão sua trajetória e conhecimento jurídico.

Se aprovado pela comissão por maioria simples, a indicação avança para o plenário do Senado. Na votação principal, que é secreta, Messias precisará do apoio de, no mínimo, 41 dos 81 senadores para ser confirmado no cargo.

Caso receba o aval do Legislativo, ele será nomeado oficialmente por decreto presidencial e tomará posse em cerimônia no STF. O mandato de ministro da Corte se estende até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos.

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