
Lula ao lado de Jorge Messias durante uma oração
Ricardo Stuckert
Um dia depois de ser indicado pelo presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal, o advogado-geral da União, Jorge Messias, foi hoje à igreja Ad Brás, em São Paulo, agradecer ao bispo Samuel Ferreira e ao deputado federal Cezinha Madureira, por terem ido até o presidente Lula há cerca de um mês.
O encontro também contou com a presença do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, indicado pelo ex presidente Jair Bolsonaro, que já havia parabenizado Messias pela indicação. Veja o vídeo abaixo.
No dia 16 de outubro, Lula recebeu Samuel e Cezinha em seu gabinete, acompanhados de Jorge Messias e da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. O encontro foi descrito pelo presidente como “especial, de emoção e fé”. E disse que recebeu dois presentes: a Bíblia do Culto do Ministro e a edição de ouro do Centenário de Gloria da Igreja.
Nos bastidores, a indicação de Jorge Messias a Suprema Corte é vista também como um aceno do governo Lula ao público evangélico, já mirando as próximas eleições.
Ontem, em sua primeira manifestação, Messias agradeceu a confiança do presidente e se comprometeu com a Constituição. "Agradeço a confiança em meu nome e acolho com afeto todas as orações e manifestações de apoio recebidas. Uma vez aprovado pelo Senado, comprometo-me a retribuir essa confiança com dedicação, integridade e zelo institucional", declarou.
Próximos passos: a sabatina no Senado
Para que Jorge Messias se torne ministro do Supremo Tribunal Federal, seu nome passará por um rito de aprovação no Senado. O primeiro passo é uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), cuja data ainda será agendada. Nela, senadores avaliarão sua trajetória e conhecimento jurídico.
Se aprovado pela comissão por maioria simples, a indicação avança para o plenário do Senado. Na votação principal, que é secreta, Messias precisará do apoio de, no mínimo, 41 dos 81 senadores para ser confirmado no cargo.
Caso receba o aval do Legislativo, ele será nomeado oficialmente por decreto presidencial e tomará posse em cerimônia no STF. O mandato de ministro da Corte se estende até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos.


