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Inimigos do Irã pediram aos EUA que não o atacasse

Por Redação
REDAÇÃO

15/01/2026 • 17:46 • Atualizado em 15/01/2026 • 17:46

Moises Rabinovici
Irã

Irã

Agência Brasil

Sempre a favor de atacar o Irã, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ligou para pedir ao presidente Donald Trump que não apertasse o gatilho, na quarta-feira à noite. Pedidos iguais foram feitos pela Arábia Saudita, Catar, Omã e Egito.

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A Casa Branca e o porta-voz israelense confirmaram o pedido de Netanyahu a Trump, mas não o comentaram. Ele foi a manchete de todos os jornais on-line na tarde desta quinta-feira. Analistas supõem dois motivos principais. Da parte dos países árabes, o temor de que o Irã se torne uma nova Líbia ou um novo Iraque, ingovernáveis, caso o governo teocrático seja derrubado. Ou que um Irã secular, com apoio dos EUA, ressurja como potência regional e competidor no mercado de petróleo.

A disputa entre sunitas (Arábia Saudita, principalmente) e xiitas (o Irã) sempre foi islâmica: qual deles governará o Califado quando ele for estabelecido pelo profeta Maomé? Mas agora os sunitas estão preferindo os xiitas iranianos enfraquecidos do que reformados após atacados.

A razão de Israel é mais difícil de explicar. Sabe-se que o primeiro-ministro Netanyahu e o aiatolá Khamenei concordaram em não atacar o outro primeiro, numa negociação secreta conduzida pela Rússia, revelada ontem. Mas Israel estava há dias preparado para enfrentar os mísseis iranianos prometidos no caso de um ataque dos EUA. No momento em que o presidente Trump ia apertar o gatilho, Jerusalém sentiu falta de coordenação entre os dois? Ou a instabilidade regional que um ataque provocaria foi o temor principal? Quando os dois líderes conversaram, a rebelião iraniana já estava sufocada e a execução de um manifestante, suspensa.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou à imprensa o que Trump anunciara pouco antes: que evitou 800 execuções previstas, embora o Irã só tivesse anunciado uma. Exagero à parte, os EUA ainda estão com o dedo no gatilho, monitorando a situação. E Israel mantém o alerta máximo, com o chefe do Estado Maior das Forças de Defesa, general Eyal Zamir, dedicando o dia a visitar os comandantes de baterias antiaéreas. Ele chegou a assistir uma simulação.

O presidente Trump, segundo a rede NBC News, disse a seu time de segurança nacional que ele quer que qualquer ação militar no Irã seja um “golpe rápido e decisivo”, em vez de um prolongado conflito. Os protestos no Irã têm se repetido desde 2009, 2019, 2021, 2022 e, agora, 2026, ainda com números provisórios de mortos (cerca de 4 mil, incluindo agentes de segurança, pela estimativa de Israel) e 16.784 presos.

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