
Cuidados com intoxicação alimentar no verão
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É na combinação de sol forte, umidade, praias e refeições fora de casa que a intoxicação alimentar vira uma espécie de “visitante indesejado” do verão brasileiro. No Google, o interesse de busca sobre o problema dispara justamente nos meses mais quentes, como dezembro e janeiro, o que reforça a necessidade de cuidado redobrado com o que se come na estação.
E as principais perguntas feitas no buscador nos últimos 12 meses mostram que muita gente só procura informação depois que os sintomas da intoxicação aparecem. Entre as dúvidas mais comuns estão: “Intoxicação alimentar, o que fazer?”, “O que comer?”, “O que tomar?”, “Quanto tempo dura?” e “Quais são os sintomas?”.

Por que a intoxicação alimentar aumenta no verão?
Temperaturas elevadas favorecem a proliferação de bactérias como Salmonella, Shigella e E. coli, além de vírus (como norovírus e rotavírus) e parasitas. Basta um alimento mal armazenado, manipulado de forma inadequada ou consumido cru para que a contaminação aconteça.
Os sinais típicos de intoxicação costumam surgir algumas horas após a ingestão do alimento contaminado. Os mais comuns são:
- Náuseas e vômitos
- Dor ou cólicas abdominais
- Diarreia
- Mal-estar geral
- Gases e distensão abdominal
- Febre baixa e calafrios
Em casos mais graves, pode haver sangue nas fezes e desidratação intensa.
Quanto tempo dura?
Na maioria dos casos, a intoxicação alimentar é autolimitada, ou seja, o próprio corpo resolve o problema. A recuperação geralmente acontece entre 2 e 7 dias, sendo mais comum de 3 a 5 dias. O maior risco é a desidratação, um ponto de alerta especialmente para idosos, crianças e gestantes, que podem precisar de atendimento médico.
Por isso, para quem está enfrentando os sintomas, manter-se hidratado é fundamental. Beber água, água de coco, chás e soro de reidratação são aliados importantes. Na alimentação, prefira opções leves e de fácil digestão, como banana, maçã, batata, mandioca e sopas.
Quando é hora de procurar ajuda médica?
Procure atendimento imediato se houver qualquer sinal de incapacidade de manter hidratação por vômitos incessantes; diarreia que piora ou dura muitos dias; sangue nas fezes; febre acima de 38°C;
Como evitar intoxicação alimentar no verão?
Se a intoxicação é um “curto-circuito” causado por alimentos contaminados, a prevenção funciona como o disjuntor que impede o problema:
- Mantenha alimentos refrigerados e não deixe pratos prontos expostos por mais de 2 horas.
- Higienize bem frutas, verduras e utensílios.
- Evite carnes malpassadas e ovos crus.
- Observe a procedência de alimentos vendidos na praia ou na rua.
- Lave as mãos com frequência — especialmente antes de comer.
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