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Irã adverte que ações de Trump arrastam os EUA para um ‘inferno vivo’

Declaração do presidente do Parlamento iraniano faz alusão à ameaça do presidente dos EUA de atacar usinas elétricas e pontes do país a partir de terça-feira caso Ormuz não seja reaberto

Deutsche Welle
DEUTSCHE WELLE

05/04/2026 • 17:34 • Atualizado em 05/04/2026 • 17:34

Irã e EUA

Irã e EUA

REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

O Irã advertiu neste domingo (5) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que, com seus movimentos "imprudentes", ele está arrastando os EUA para um "inferno vivo", em alusão à ameaça do republicano de atacar usinas elétricas e pontes no país a partir de terça-feira caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto.

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"Seus movimentos imprudentes estão arrastando os Estados Unidos para um inferno vivo para cada família, e toda a nossa região vai arder porque você insiste em seguir as ordens do (primeiro-ministro israelense) Benjamin Netanyahu", afirmou na rede social X, antigo Twitter, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf.

Qalibaf foi categórico ao assinalar a Trump que ele não obterá nada "mediante crimes de guerra" e ressaltou que "a única solução real é respeitar os direitos do povo iraniano e pôr fim a este jogo perigoso".

Suas advertências chegaram horas depois de Trump ameaçar novamente desencadear "o inferno" no Irã se suas exigências não forem cumpridas antes de terça-feira, quando vence o ultimato fixado por Washington para o desbloqueio do estratégico Estreito de Ormuz.

"Abram o p*** do estreito, seus bastardos loucos, ou viverão no inferno. VOCÊS VÃO VER!", escreveu o mandatário em sua rede social, a Truth Social, enquanto ameaçava com os prometidos ataques à infraestrutura elétrica iraniana caso não haja um acordo até lá.

O mandatário estendeu há alguns dias, até 6 de abril às 20h (de Washington), o ultimato para que o Irã desbloqueie o Estreito de Ormuz.

O fechamento de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, tem sido uma das consequências mais desestabilizadoras derivadas da guerra no Oriente Médio, iniciada no último dia 28 de fevereiro após os bombardeios de EUA e Israel contra o Irã.

jps (EFE)