
Porta-aviões americano USS Abraham Lincoln
Marinha dos EUA
O comandante da Marinha do Irã, Shahram Irani, subiu o tom das ameaças contra os Estados Unidos neste domingo (29). Segundo a autoridade militar, o porta-aviões USS Abraham Lincoln será alvo de mísseis iranianos caso a embarcação entre no raio de alcance de tiro das forças de Teerã.
A declaração ocorre em um momento de extrema tensão no Oriente Médio. O Irã afirma que a ofensiva seria uma retaliação direta à destruição da fragata IRIS Dena, ocorrida no início de março. O governo iraniano classifica o episódio como um ato de agressão que exige uma resposta à altura. "O USS Abraham Lincoln será atacado assim que estiver ao nosso alcance. Vamos vingar o sangue dos mártires do Dena com nossos mísseis mar-mar", afirmou o almirante Shahram Irani durante pronunciamento.
O clima de guerra de narrativas tem dominado a região nas últimas semanas. Enquanto o Irã utiliza canais oficiais para afirmar que já realizou ataques bem-sucedidos contra o porta-aviões norte-americano, Washington nega veementemente qualquer dano à embarcação.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) mantém o posicionamento de que o USS Abraham Lincoln opera normalmente e cumpre sua missão de assegurar a estabilidade no Golfo Pérsico. Para analistas internacionais, a retórica iraniana serve tanto como estratégia de defesa quanto como propaganda interna para demonstrar força bélica.
O poderio do USS Abraham Lincoln
O USS Abraham Lincoln é um dos pilares da presença militar americana no mundo. Com propulsão nuclear e capacidade para transportar cerca de 70 aeronaves, o navio funciona como uma base aérea móvel capaz de projetar poder em qualquer ponto do globo.
A ameaça de utilização de mísseis de cruzeiro por parte do Irã coloca em alerta as defesas antiaéreas do grupo de ataque que acompanha o porta-aviões. O Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o escoamento de petróleo mundial, continua sendo o epicentro desse monitoramento constante entre as duas potências.

