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Irã dispara contra navios no Estreito de Ormuz após fechar passagem

Navios foram atingidos em meio a escalada militar e ameaça de novo bloqueio em rota estratégica do petróleo mundial

Da redação
DA REDAÇÃO

18/04/2026 • 11:21 • Atualizado em 18/04/2026 • 11:21

A crise no Estreito de Ormuz se intensificou neste sábado (18) após o Irã voltar a impor controle militar rígido sobre a passagem e, separadamente, surgirem relatos de disparos contra embarcações comerciais na região menos de 24 horas após o anúncio da reabertura.

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Apenas 19 embarcações cruzaram o estreito nesse período - o movimento normal é de mais de 130 navios diariamente.

Segundo a agência Reuters, ao menos dois navios mercantes afirmam ter sido atingidos por tiros em águas próximas ao estreito. Um dos episódios envolve um petroleiro que teria sido alvo de disparos atribuídos ao Irã, pouco depois de o governo iraniano anunciar novas restrições à navegação na área.

De acordo com os relatos, duas lanchas operadas pela Guarda Revolucionária iraniana teriam aberto fogo contra a embarcação, que navegava próxima a Omã. Apesar do incidente, a tripulação informou que todos estão seguros e que o navio não sofreu danos graves. Ambas as embarcações tinham bandeiras indianas

Controle militar e ameaça de fechamento

As ações ocorrem em meio à decisão de Teerã de retomar o controle militar direto sobre o estreito, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. O governo iraniano afirma que a medida é uma resposta à manutenção do bloqueio naval dos Estados Unidos contra seus portos.

Autoridades iranianas já haviam sinalizado que poderiam fechar totalmente a passagem caso a pressão americana continuasse.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém a posição de que o bloqueio seguirá em vigor até avanços nas negociações com o Irã e afirmou que o cessar-fogo pode não ser prorrogado caso não haja acordo

Durante uma atividade na Casa Branca, Trump disse que o Irã não tem mais Marinha, Força Aérea ou liderança e que eles não podem chantagear os Estados Unidos.

Escalada no mar e impacto global

Além do episódio envolvendo o petroleiro, outros dois navios mercantes também relataram ter sido atingidos por disparos na mesma região, segundo a Reuters. As circunstâncias ainda estão sendo apuradas, e não há confirmação independente dos danos.

A escalada ocorre após semanas de tensão militar envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel, que já afetaram diretamente o fluxo de petróleo global e provocaram forte volatilidade nos mercados internacionais.

Mesmo com a passagem parcial de embarcações pelo estreito, o cenário segue instável, com risco de interrupção total do tráfego marítimo caso a disputa entre Washington e Teerã se agrave.

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