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Irã promete "resposta esmagadora" contra EUA e Israel e nega cessar-fogo

Porta-voz afirma que país só fala em 'resposta esmagadora' a EUA e Israel

Da redação com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO COM ESTADÃO CONTEÚDO

09/03/2026 • 12:50 • Atualizado em 09/03/2026 • 12:54

Irã

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Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira (9), em entrevista coletiva, que não há espaço para discutir um cessar-fogo enquanto prosseguirem os ataques militares dos Estados Unidos e de Israel.

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Teerã prioriza defesa em meio à sucessão

Baghaei declarou que a agressão militar continua e que, nessa condição, há, segundo ele, pouco espaço para falar sobre qualquer coisa que não seja defesa e uma resposta esmagadora ao inimigo". O porta-voz acrescentou que todo o foco do país está atualmente na defesa.

A fala ocorre um dia depois de a República Islâmica anunciar, no domingo (8), que a Assembleia de Clérigos escolheu Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã. Ele é filho do antigo comandante, Ali Khamenei, que morreu em um ataque atribuído a Israel e aos Estados Unidos em fevereiro.

O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, afirmou que a nomeação de Mojtaba provocou 'desespero' em Washington e em Tel Aviv.

Impacto regional e negação de ataques

Com a intensificação do conflito, outros países do Oriente Médio relatam efeitos diretos. Uma das diretrizes de defesa da República Islâmica é atingir bases de adversários em territórios vizinhos.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou, porém, que as ações de defesa contra os Estados Unidos e Israel não devem ser interpretadas como hostilidade contra outros governos. A pasta negou qualquer envolvimento em ataques com drones contra Azerbaijão, Turquia e Chipre registrados na quinta-feira (5).

Segundo nota citada pelo jornal Iran International, o Estado-Maior das Forças Armadas iranianas 'anunciou explícita e oficialmente' que esses lançamentos não partiram de dentro do país nem foram realizados por forças militares iranianas.

Azerbaijão, Turquia e Chipre relatam incidentes

As declarações de Teerã respondem à denúncia do Azerbaijão de que quatro drones atingiram o terminal do aeroporto internacional de Nakhchivan, perto de uma escola, deixando civis feridos. Após o episódio, o presidente Ilham Aliyev classificou o ataque como um 'ato terrorista' e cobrou explicações e um pedido de desculpas do governo iraniano. O país retirou seu corpo diplomático do Irã.

Também de acordo com o Iran International, a Turquia informou que sistemas de defesa aérea da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) interceptaram um míssil balístico iraniano depois que ele entrou em seu espaço aéreo, na semana passada. No Chipre, autoridades relataram um ataque com drone contra uma base britânica na ilha, que, segundo o governo local, provavelmente foi lançado pelo Hezbollah, aliado da República Islâmica.

Enquanto o Irã nega envolvimento direto nesses episódios, os relatos de países vizinhos e as declarações do porta-voz mantêm o foco do cenário regional na escalada militar.