
Irã
Agência Brasil
Dia de ameaças: a TV iraniana divulgou a lista dos sete israelenses que deverão ser assassinados, enquanto na Casa Branca o presidente Donald Trump ameaçou de novo o Irã com um ataque, caso não aceite o acordo cujos princípios foram delineados na reunião entre seus representantes, na sexta-feira passada, no sultanato de Omã.
“Os iranianos devem concordar muito rapidamente” – disse Trump, em tom de advertência.
Entre os sete “condenados à morte” pela República Islâmica está, em primeiro lugar, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, seguido pelo diretor do Mossad, David Barnea; do Ministro da Defesa Israel Katz; do chefe do Estado Maior das Forças Armadas, Eyal Zamir, e dos chefes da Força Aérea, Tomer Bar; da Inteligência Militar, Shlomi Binder, e de Operações, Itzik Cohen..
A lista dos assassináveis foi apresentada também em hebraico quando contem este aviso: “Nós vamos determinar o momento de sua morte; espere por Ababil” – referência a um drone produzido no Irã.
Na Casa Branca, um repórter perguntou a Trump qual seria o prazo para o Irã aceitar o acordo forçado reduzindo, ou extinguindo, o seu programa nuclear: “Acho que até o mês que vem” – ele respondeu.
Trump contou à imprensa que teve uma “boa reunião com Bibi”, o apelido de Netanyahu, na quarta-feira. “Ele entendeu. No final, a decisão será minha”, acrescentou. Da reunião a portas fechadas, sem comunicado ao ser encerrada, sabe-se apenas que Trump prevaleceu em perseguir a via diplomática com o Irã, enquanto “Bibi” seria favorável a acabar não só com o sonho da bomba atômica do Irã como também com seus mísseis balísticos, que alcançam Israel.
A viagem inesperada de Netanyahu a Washington foi para conter o presidente Trump de seguir adiante com as negociações com o Irã. Não conseguiu. E, ao desembarcar em Israel, nesta quinta-feira, ele declarou que “estou pessimista” quanto a via diplomática que está sendo tentada.
O presidente Trump mandou um recado agressivo ao presidente israelense Isaac Herzog, o de que ele deveria “envergonhar-se” por não perdoar “Bibi” nos processos de que é réu por fraude, suborno e quebra de confiança. O gabinete presidencial emitiu uma nota explicando que “qualquer decisão sobre o perdão será tomada de acordo com os procedimentos estabelecidos”. E negou que, numa conversa, ano passado, Herzog teria dito que “o perdão está a caminho”.
Ao desembarcar do Asas de Sion, em Tel Aviv, Netanyahu esclareceu que não voltará a Washington na semana que vem, quando vários chefes de estado estarão presentes para o lançamento do Conselho da Paz, para o qual o presidente Lula também foi convidado. Ele trocou a viagem pela de agora, e deixou assinada a sua participação no que está sendo considerado a “ONU particular do presidente Trump, seu presidente vitalício e o único com direito a veto”.
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