
Irã e EUA estão em guerra há quase 3 meses
Irna/Divulgação
O Irã condicionou sua presença em uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos a cinco pontos que o país quer atendidos. Segundo a agência de notícias iraniana Fars, o fim da guerra em todas as frentes de batalha e o término de todas as sanções estão entre as exigências.
Os outros pontos incluem a liberação de todos os ativos congelados, o pagamento de uma compensação de guerra para fazer frente a gastos de reconstrução e o reconhecimento de que a soberania do Estreito de Ormuz é do Irã, ainda segundo a agência.
Perto de completar três meses, o conflito dos EUA e Israel contra o Irã continua sem mostrar sinal de solução e com o clima de tensão se espalhando. A agência Reuters revelou que a Arábia Saudita lançou vários ataques contra o Irã em retaliação a ataques realizados a alvos sauditas.
Os ataques sauditas, que não haviam sido noticiados anteriormente, marcam a primeira vez que se sabe que o reino realizou diretamente uma ação militar em território iraniano e mostram que ele está se tornando muito mais ousado ao se defender contra seu principal rival regional.
Na segunda-feira (11), o presidente norte-americano Donald Trump criticou a contraproposta de acordo enviada pelo governo de Teerã. "Acabei de ler a resposta dos chamados 'representantes' do Irã. Não gostei — totalmente inaceitável!", afirmou ele.
A reação de Trump encerrou um breve período de expectativa sobre uma possível calma no Oriente Médio. A proposta original dos Estados Unidos havia sido encaminhada via medição do Paquistão, mas os termos de retorno de Teerã parecem ter distanciado as duas potências.
De acordo com informações do The Wall Street Journal, os principais pontos de fricção envolvem o Programa Nuclear e mísseis balísticos.
Com Estadão Conteúdo

