O impasse diplomático entre Teerã e Washington atingiu um novo patamar de tensão nesta quarta-feira (25). O governo do Irã rejeitou formalmente a proposta de paz de 15 pontos apresentada pela administração de Donald Trump, classificando as exigências como "excessivas" e "fora da realidade soberana" do país.
A negativa ocorre em um momento em que o Oriente Médio enfrenta uma escalada de hostilidades. A proposta dos Estados Unidos, enviada por meio de mediadores paquistaneses, exigia que o Irã interrompesse permanentemente seu programa de enriquecimento de urânio e cortasse o financiamento a grupos aliados na região, como o Hamas e o Hezbollah.
"Os Estados Unidos estão tentando negociar um acordo consigo mesmos", afirmou o porta-voz militar iraniano, Ebrahim Zolfaghari, em pronunciamento à TV estatal Press TV. De acordo com o governo iraniano, as condições impostas por Washington ignoram o cenário atual de conflito e buscam apenas uma "capitulação disfarçada de diplomacia".
Em contrapartida, o Irã apresentou suas próprias exigências para que as armas sejam depostas. Entre os pontos principais estão a interrupção de assassinatos de líderes iranianos, o pagamento de reparações pelos danos de guerra e o reconhecimento internacional da soberania do país sobre o Estreito de Ormuz.
O cenário de incerteza já gera reflexos imediatos nos mercados globais. Economistas alertam que a manutenção do conflito e o bloqueio de rotas marítimas essenciais podem elevar o preço do barril de petróleo a patamares recordes nos próximos dias, pressionando a inflação em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil.
O Pentágono, por sua vez, mantém a mobilização de tropas e o ultimato dado por Trump permanece ativo. A Casa Branca sinalizou que, caso um consenso não seja atingido em 96 horas, a infraestrutura energética do Irã poderá se tornar o próximo alvo das operações militares.

