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Vice-ministro do Irã diz que europeus serão alvos se entrarem na guerra

Segundo Takht-Ravanchi, o Irã encara a atual situação como uma "guerra de agressão" imposta ao país

Da redação
DA REDAÇÃO

06/03/2026 • 15:16 • Atualizado em 06/03/2026 • 15:24

Vice-chanceler do Irã

Vice-chanceler do Irã

REUTERS/Shannon Stapleton

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Majid Takht-Ravanchi, lançou um alerta direto às nações europeias, afirmando que qualquer país que se alie aos Estados Unidos e a Israel em ações militares contra o Irã passará a ser considerado um "alvo legítimo".

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Em entrevista à France 24, o diplomata revelou que governos da Europa já foram formalmente notificados sobre as possíveis consequências de um envolvimento direto no conflito.

Segundo Takht-Ravanchi, o Irã encara a atual situação como uma "guerra de agressão" imposta ao país. Ele enfatizou que Teerã não deu início às hostilidades, mas que o governo está decidido a utilizar todos os meios necessários para defender sua população e território.

O vice-chanceler também criticou duramente a postura de Washington, acusando o governo americano de sabotar as vias diplomáticas. De acordo com o diplomata, as negociações recentes em Genebra sobre o programa nuclear iraniano apresentavam avanços reais e novas rodadas já estavam programadas.

No entanto, ele afirma que os EUA e Israel iniciaram ataques menos de 48 horas após o encerramento dessas conversas. Para o Irã, tal atitude representa uma "traição à diplomacia".

Além da advertência à Europa, Takht-Ravanchi reiterou que qualquer ativo ou base militar dos Estados Unidos no Oriente Médio está na mira de Teerã. Ele destacou que países vizinhos já haviam sido alertados de que, caso permitissem o uso de seus territórios para ofensivas americanas contra o Irã, as instalações ali presentes seriam alvo de respostas militares imediatas.