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Irmão do espião-chefe israelense contrabandeava cigarros para Gaza

Ele contrabandeou 14 caixas de cigarros, pelas quais lucrou cerca de 118 mil dólares (365 mil shekels, em moeda local), compartilhados com outros dois soldados

Moises Rabinovici
MOISES RABINOVICI

05/02/2026 • 10:17 • Atualizado em 05/02/2026 • 10:17

Moises Rabinovici
Bezalel Zini

Bezalel Zini

Reprodução

Resumo

O contrabando de cigarros para o Hamas, realizado pelo irmão do chefe do serviço secreto interno de Israel, visa financiar o grupo palestino e resultou na prisão de Bezalel Zini e outros envolvidos.

O indiciamento de Bezalel Zini por “ajudar o inimigo durante o tempo de guerra” detalha o uso de sua posição militar na passagem de Sufa para facilitar o contrabando, gerando lucro compartilhado entre três soldados.

O esclarecimento público do juiz Yaniv Ben Harosh e a avaliação dos promotores ressaltam que o crime se limita ao contrabando de cigarros, considerado uma fonte relevante de renda para o Hamas, e que a investigação envolve 16 suspeitos no total.

O irmão do chefe do serviço secreto interno de Israel Shin Bet está preso por traficar cigarros para o Hamas, que os revende para se autofinanciar.

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Bezalel Zini foi indiciado por “ajudar o inimigo durante o tempo de guerra”. Ele explorava sua posição de soldado da reserva responsável pelo apoio logístico a uma unidade militar conhecida por Força Oriya, que cuida da passagem de Sufa, entre Israel e Gaza.

Ele contrabandeou 14 caixas de cigarros, pelas quais lucrou cerca de 118 mil dólares (365 mil shekels, em moeda local), compartilhados com outros dois soldados, também indiciados.

O juiz Yaniv Ben Harosh teve que vir a público dizer que “é importante que se saiba que tanques e drones não foram contrabandeados”, diante de rumores que já circulavam em redes sociais. “Esses são sérios crimes, mas relacionados a contrabando de cigarros para Gaza”. Promotores avaliaram que cigarros e tabaco são “uma fonte central de renda para o Hamas”.

Bezalel Zini, 50, foi ouvido pela polícia e não, como seria o caso, pelo Shin Bet, por ser irmão do chefe da espionagem interna israelense, Davi Zini. Seu indiciamento foi finalizado nesta quinta-feira na Corte Distrital de Beer Sheva, no deserto do Neguev. Ao todo, o caso envolve 16 suspeitos.

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