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Israel ataca depósitos de petróleo em Teerã e amplia guerra

Bombardeios atingem infraestrutura energética iraniana; ofensiva também alcança Líbano e eleva tensão no Oriente Médio

Da redação
DA REDAÇÃO

08/03/2026 • 06:12 • Atualizado em 08/03/2026 • 06:12

Incêndio consome o depósito de petróleo de Aqdasieh em Teerã após ataque israelense, em meio a tensões com os EUA

Incêndio consome o depósito de petróleo de Aqdasieh em Teerã após ataque israelense, em meio a tensões com os EUA

Reuters

Ataques israelenses atingiram depósitos de petróleo e instalações energéticas em Teerã na noite deste sábado (8), ampliando a ofensiva militar contra o Irã e elevando a tensão no Oriente Médio. Explosões foram registradas na capital iraniana e na cidade vizinha de Karaj, com enormes colunas de fogo e fumaça visíveis no céu, segundo vídeos verificados pelo New York Times.

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De acordo com o jornal americano, as investidas representam os primeiros ataques diretos à infraestrutura energética do Irã desde que Estados Unidos e Israel iniciaram bombardeios no país no fim de semana anterior, que até então se concentravam em líderes políticos e militares, forças de segurança e instalações vinculadas ao programa de mísseis e nuclear iraniano.

O Ministério do Petróleo do Irã afirmou em comunicado que diversos depósitos em Teerã e Alborz foram atingidos e garantiu que equipes de emergência trabalhavam para conter os incêndios. Segundo a pasta, o país não deve enfrentar escassez de combustível, pois medidas preventivas haviam sido tomadas. O Exército israelense confirmou os ataques e classificou a operação como um “ataque significativo” destinado a enfraquecer a infraestrutura militar do governo iraniano.

Vídeos verificados pelo New York Times mostram que um dos alvos fica próximo à principal refinaria de petróleo da capital, no distrito de Shahr Rey. Moradores relataram que as explosões sacudiram bairros inteiros e causaram danos a casas, lojas, estradas, tubulações de água e até hospitais e escolas.

“Está chegando a um ponto em que sentimos que nenhum lugar é seguro”, disse Amir, empresário que deixou a capital com a família ao jornal. Outra moradora, a dentista Shirin, afirmou que a intensidade dos ataques torna impossível manter qualquer rotina: “Estamos com muito medo. Quero que a guerra acabe imediatamente”.

Enquanto Israel ampliava os ataques no Irã, a ofensiva também se espalhou para o sul do Líbano, onde as forças israelenses atingiram integrantes da Força Quds, braço internacional da Guarda Revolucionária iraniana, segundo a Associated Press.

Ataques mataram ao menos oito pessoas no sul do país e um drone atingiu um hotel em Beirute, deixando quatro mortos e dez feridos. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia prometido “muitas surpresas” na próxima fase da guerra.

Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou novos ataques contra Israel. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pediu desculpas por ataques a países vizinhos, mas rejeitou a pressão dos EUA para rendição. Trump afirmou que o Irã poderá ser atingido “com muita força” caso o conflito continue e disse que Washington não busca acordo imediato.

A guerra também já atingiu outros países do Golfo. No Kuwait, dois guardas de fronteira morreram após ataques com mísseis e drones; houve interceptações de projéteis no Bahrein, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, segundo a Associated Press. Até agora, os combates já deixaram ao menos 1.230 mortos no Irã, mais de 290 no Líbano e 11 em Israel, além de seis militares dos Estados Unidos.