
Explosões em Doha, no Catar
REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa
Ao mesmo tempo em que atacou a cúpula do Hamas no Catar, Israel disparou do ar panfletos sobre Gaza, em árabe, pedindo que se retirem todos os que estão na Cidade de Gaza, cerca de um milhão de palestinos.
Israel batizou sua operação no Catar de “Cúpula de Fogo”. Segundo a imprensa em hebraico, os Estados Unidos foram avisados antes do ataque à liderança palestina em Doha — e o presidente Donald Trump teria dado a sua bênção. Ele até escreveu em seu ultimato de domingo à noite: “Eu avisei o Hamas sobre as consequências de não aceitar (a proposta de libertar todos os reféns israelenses em troca do fim da guerra, sob garantia americana).
O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu divulgou uma nota em que declara: “A ação de hoje contra os principais chefes terroristas do Hamas foi uma operação israelense totalmente independente. Israel a iniciou, Israel a conduziu e Israel assume total responsabilidade”.
O governo do Catar, o principal mediador das negociações para o cessar-fogo em Gaza, emitiu um comunicado: “Esta agressão criminal constitui uma violação flagrante de todas as leis e normas internacionais e representa uma séria ameaça à segurança dos catarianos e residentes no Catar”.
A rede Al Jazeera, cuja sede é em Doha, noticiou que a liderança do Hamas sobreviveu ao ataque. Mas o canal saudita Al-Hadath deu como mortos os líderes Khalil al-Hayya, Khaled Mashaal, Zaher Jabarib e Nizar Awadallah.
A expansão da ofensiva israelense sobre a Cidade de Gaza e o ataque à cúpula política palestina em Doha podem significar o fim do Hamas e uma ameaça de morte aos 20 reféns vivos israelenses.
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