Band Jornalismo

Israel contradiz Trump e fala em 'posição inalterada' em relação ao Líbano

Benjamin Netanyahu afirma que manterá ataques ao sul libanês e não descarta ataque também à capital Beirute

Da redação
DA REDAÇÃO

01/06/2026 • 18:18 • Atualizado em 01/06/2026 • 18:18

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, endureceu o tom nesta segunda-feira (1º) ao abordar a crise na fronteira norte do país e afirmou que manterá, não só as ações no sul do Líbano, como também pode atacar a capital Beirute caso o Hezbollah mantenha seus ataques.

Compartilhar

A afirmação do líder israelense contradiz o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse mais cedo ter negociado cessar-fogo com Israel e o Hezbollah. “Eles concordaram que todos os disparos cessarão. Israel não atacará o Hezbollah, e eles não atacarão Israel.”

Netanyahu afirmou, pouco depois, em suas redes sociais, que conversou com Trump e que sua “posição permanece inalterada”.

Disse a ele [Trump] que, se o Hezbollah não parar de atacar nossas cidades e cidadãos, Israel atacará alvos terroristas em Beirute. Nossa posição permanece inalterada. Paralelamente, o Exército de Defesa de Israel continuará a operar conforme planejado no sul do Líbano. --Benjamin Netanyahu

O anúncio de que o Hezbollah teria sinalizado um recuo nos ataques é visto por analistas como um ponto de inflexão, mas Netanyahu mantém a cautela, condicionando qualquer interrupção definitiva das hostilidades ao cumprimento estrito das exigências de segurança por parte do grupo extremista.

Tensão regional e pressão internacional

O cenário no Líbano tem sido marcado por trocas de fogo constantes, que forçaram milhares de civis a deixarem suas residências em ambos os lados da fronteira. A possibilidade de uma incursão contra alvos em Beirute sinaliza uma escalada potencial, elevando a preocupação internacional quanto a um conflito de proporções mais amplas.

Enquanto Israel mantém sua postura de prontidão, a pressão da comunidade internacional por uma solução política persiste. O gabinete de Netanyahu tem reiterado que a prioridade inegociável é o retorno seguro dos moradores das cidades do norte de Israel, que vivem sob a ameaça constante de foguetes e incursões dos combatentes do Hezbollah.