Band Jornalismo

Israel deporta Greta Thunberg e mais 170 ativistas de flotilha que tentava chegar em Gaza

Ambientalista sueca e defensora da causa palestina foi presa na semana pelas forças israelenses por participar de flotilha que tentava levar ajuda humanitária para Gaza

da redação com deutsche welle
DA REDAÇÃO COM DEUTSCHE WELLE

06/10/2025 • 09:48 • Atualizado em 06/10/2025 • 09:48

Greta Thunberg é deportada de Israel

Greta Thunberg é deportada de Israel

Reprodução/Ministério das Relações Exteriores de Israel

O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou, nesta segunda-feira (6), que 171 ativistas da “Flotilha Global Sumud” foram deportados de Tel Aviv para a Grécia e Eslováquia.

Compartilhar

A flotilha tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, mas foi interceptada pelas forças israelenses na última quarta-feira (1º).

“Mais 171 provocadores da flotilha Hamas-Sumud, incluindo Greta Thunberg, foram deportados hoje de Israel para a Grécia e Eslováquia (...). Todos os direitos legais dos participantes dessa ação de relações públicas foram e continuarão sendo totalmente respeitados”, informou o governo israelense.

“As mentiras que eles estão espalhando fazem parte de sua campanha de notícias falsas pré-planejada. O único incidente violento ocorreu com um provocador do Hamas-Sumud que mordeu uma funcionária da equipe médica da Prisão de Ketsiyot. Não acredite nas notícias falsas que eles estão espalhando”, acrescentou.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, os deportados são cidadãos da Grécia, Itália, França, Irlanda, Suécia, Polônia, Alemanha, Bulgária, Lituânia, Áustria, Luxemburgo, Finlândia, Dinamarca, Eslováquia, Suíça, Noruega, Reino Unido, Sérvia e Estados Unidos.

Ativistas denunciam maus-tratos; Israel nega

Dois ativistas detidos por Israel junto com Greta Thunberg a bordo da Flotilha Global Sumud acusaram Israel de "tratar terrivelmente" a ambientalista sueca e defensora da causa palestina.

O malásio Hazwani Helmi e o americano Windfield Beaver afirmaram que viram Thunberg ser empurrada e forçada a se enrolar em uma bandeira de Israel. A dupla foi deportada junto com outros 135 ativistas e chegou à Turquia neste sábado (4), quando fez as acusações em entrevista à agência de notícias Reuters.

"Foi um desastre. Eles nos trataram como animais", disse Helmi. Segundo ele, os presos não teriam recebido comida higiênica nem água potável, e tiveram seus remédios e pertences confiscados.

Já Beaver afirmou que Thunberg foi "tratada terrivelmente" e "usada como propaganda", descrevendo como ela foi empurrada para uma sala à chegada do ministro israelense de Segurança Nacional, o ultradireitista Itamar Ben-Gvir.

Segundo o jornal britânico The Guardian, Thunberg teria recebido pouca água e comida na prisão e desenvolvido erupções cutâneas supostamente causadas por percevejos. Outros ativistas teriam afirmado que ela foi arrastada pelos cabelos e agredida, além de forçada a beijar uma bandeira israelense. Acusações semelhantes também foram feitas sobre outros ativistas pró-palestinos.

O governo israelense rejeitou as acusações de maus-tratos, classificando-as de "mentiras absolutas".

Neste domingo, o ministério do Exterior alegou que Thunberg e outros detentos teriam rejeitado a deportação. "Greta também não reclamou com as autoridades israelenses sobre nenhuma dessas alegações tolas e infundadas", afirmou via X.