
Greta Thunberg é deportada de Israel
Reprodução/Ministério das Relações Exteriores de Israel
O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou, nesta segunda-feira (6), que 171 ativistas da “Flotilha Global Sumud” foram deportados de Tel Aviv para a Grécia e Eslováquia.
A flotilha tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, mas foi interceptada pelas forças israelenses na última quarta-feira (1º).
“Mais 171 provocadores da flotilha Hamas-Sumud, incluindo Greta Thunberg, foram deportados hoje de Israel para a Grécia e Eslováquia (...). Todos os direitos legais dos participantes dessa ação de relações públicas foram e continuarão sendo totalmente respeitados”, informou o governo israelense.
“As mentiras que eles estão espalhando fazem parte de sua campanha de notícias falsas pré-planejada. O único incidente violento ocorreu com um provocador do Hamas-Sumud que mordeu uma funcionária da equipe médica da Prisão de Ketsiyot. Não acredite nas notícias falsas que eles estão espalhando”, acrescentou.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, os deportados são cidadãos da Grécia, Itália, França, Irlanda, Suécia, Polônia, Alemanha, Bulgária, Lituânia, Áustria, Luxemburgo, Finlândia, Dinamarca, Eslováquia, Suíça, Noruega, Reino Unido, Sérvia e Estados Unidos.
Ativistas denunciam maus-tratos; Israel nega
Dois ativistas detidos por Israel junto com Greta Thunberg a bordo da Flotilha Global Sumud acusaram Israel de "tratar terrivelmente" a ambientalista sueca e defensora da causa palestina.
O malásio Hazwani Helmi e o americano Windfield Beaver afirmaram que viram Thunberg ser empurrada e forçada a se enrolar em uma bandeira de Israel. A dupla foi deportada junto com outros 135 ativistas e chegou à Turquia neste sábado (4), quando fez as acusações em entrevista à agência de notícias Reuters.
"Foi um desastre. Eles nos trataram como animais", disse Helmi. Segundo ele, os presos não teriam recebido comida higiênica nem água potável, e tiveram seus remédios e pertences confiscados.
Já Beaver afirmou que Thunberg foi "tratada terrivelmente" e "usada como propaganda", descrevendo como ela foi empurrada para uma sala à chegada do ministro israelense de Segurança Nacional, o ultradireitista Itamar Ben-Gvir.
Segundo o jornal britânico The Guardian, Thunberg teria recebido pouca água e comida na prisão e desenvolvido erupções cutâneas supostamente causadas por percevejos. Outros ativistas teriam afirmado que ela foi arrastada pelos cabelos e agredida, além de forçada a beijar uma bandeira israelense. Acusações semelhantes também foram feitas sobre outros ativistas pró-palestinos.
O governo israelense rejeitou as acusações de maus-tratos, classificando-as de "mentiras absolutas".
Neste domingo, o ministério do Exterior alegou que Thunberg e outros detentos teriam rejeitado a deportação. "Greta também não reclamou com as autoridades israelenses sobre nenhuma dessas alegações tolas e infundadas", afirmou via X.
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