Band Jornalismo

Israel diz que não tem jornalistas como alvo após bombardeios em hospital de Gaza

Nota divulgada pelo alto escalão do exército israelense destaca abertura de investigação sobre o bombardeio que matou pacientes, funcionários e jornalistas em hospital de Gaza

Édrian Santos
ÉDRIAN SANTOS

25/08/2025 • 09:27 • Atualizado em 25/08/2025 • 09:27

Israel se pronuncia após bombardeios que mataram jornalistas

Israel se pronuncia após bombardeios que mataram jornalistas

REUTERS/Stringer

As forças militares de Israel anunciaram, nesta segunda-feira (25), que abrirão uma investigação sobre os bombardeios no Hospital Nasser, em Gaza, que resultaram na morte de ao menos 15 pessoas, inclusive quatro jornalistas da Reuters, Associated Press e Al Jazeera. Pacientes e funcionários da unidade hospitalar também morreram nos ataques de hoje.

Compartilhar

A nota do governo israelense ainda destaca que profissionais da imprensa não são alvo dos ataques, além de lamentar “qualquer dano causado a indivíduos não envolvidos [na guerra]”.

Os jornalistas que morreram são Hussam al-Masri, da Reuters, Mariam Abu Dagga, freelancer da Associated Press e outros veículos, Mohammed Salama, contratado da Al Jazeera, e Moaz Abu Taha (ainda sem informações sobre onde atuava).

Semanas atrás, outros seis jornalistas morreram durante ataques israelenses, também em um hospital. Segundo o Sindicato dos Jornalistas Palestinos, mais de 240 profissionais da imprensa perderam a vida, em Gaza, desde o início da guerra.

Leia a íntegra da nota do governo israelense

Mais cedo hoje (25/08), tropas das Forças de Defesa de Israel (FDI) realizaram um ataque na área do Hospital Nasser, em Khan Yunis.

O Chefe do Estado-Maior Geral instruiu a realização de uma investigação inicial o mais breve possível.

As FDI lamentam qualquer dano causado a indivíduos não envolvidos e não têm jornalistas como alvo. As FDI atuam para mitigar ao máximo os danos a indivíduos não envolvidos, mantendo a segurança das tropas.