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Israel diz ter matado ministro de Inteligência do Irã em novo ataque

Segundo comunicado das Forças de Defesa de Israel (IDF), Esmail Khatib foi morto em um ataque em Teerã, capital do país. O Irã ainda não confirmou a morte do ministro

da redação*
DA REDAÇÃO*

18/03/2026 • 07:58 • Atualizado em 18/03/2026 • 07:58

Bandeira do Irã em meio a destroços na capital Teerã

Bandeira do Irã em meio a destroços na capital Teerã

Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse, nesta quarta-feira (18), que o ministro de Inteligência do Irã, Esmail Khatib, foi morto em um ataque durante a noite.

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Segundo comunicado das Forças de Defesa de Israel (IDF), Esmail Khatib foi morto em um ataque em Teerã, capital do país. O Irã ainda não confirmou a morte do ministro.

Conforme a agência de notícias Reuters, Israel Katz afirmou que ele e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu autorizaram os militares a matar qualquer outro alto funcionário do regime iraniano, sem a necessidade de aprovação adicional.

Khatib foi nomeado ministro da Inteligência pelo líder supremo Ali Khamenei em 2021. Segundo o Exército de Israel, ele, a frente da pasta, supervisionava a principal organização de inteligência do regime iraniano, “que também desempenhou um papel fundamental no apoio à repressão e às atividades terroristas do regime”.

Conforme comunicado de Israel, Esmail Khatib desempenhou um papel significativo durante os recentes protestos no Irã, tanto em relação à prisão e morte de manifestantes quanto à formulação da avaliação de inteligência do regime. Ele também teria atuado contra a população durante os protestos contra a morte de Mahsa Amini.

Khatib ocupou vários cargos importantes dentro da Guarda Revolucionária do Irã, principalmente em posições de inteligência, “onde atuou como uma importante fonte de conhecimento”.

Irã confirma morte do chefe de Segurança, Ali Larijani

O Irã confirmou a morte do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, em comunicado divulgado pela organização. Segundo o Conselho, Larijani foi morto junto com seu filho Morteza Larijani e o chefe de seu gabinete, Alireza Bayat, além de vários guardas.

Israel disse nesta terça-feira (17) que havia atacado e matado Larijani e o general Gholam Reza Soleimani, chefe da força Basij da Guarda Revolucionária, composta por voluntários.

Larijani tinha 67 anos e era considerado uma das figuras mais poderosas do país, o que ficou ainda mais proeminente depois que o Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, foi morto em um ataque aéreo no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro

Comandante do Corpo da Guarda Revolucionária na guerra Irã-Iraque na década de 1980, Larijani se tornou chefe da emissora nacional do Irã antes de liderar a segurança nacional iraniana, além de seu mandato como parlamentar, onde foi presidente por 12 anos.

Ele era responsável por supervisionar a coordenação em matéria de defesa e política externa. Acredita‑se que Larijani era a principal figura por trás da violenta repressão do governo iraniano contra os manifestantes no início deste ano.

Ex-presidente do parlamento e conselheiro sênior de políticas, ele havia aconselhado o falecido Khamenei sobre estratégia nas negociações nucleares com o governo Trump. Ele foi sancionado pelo Tesouro dos EUA em janeiro por seu papel na "coordenação" da violenta repressão do Irã aos protestos nacionais.