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Israel e Hamas em novo dia de guerra

Com a volta dos tiroteios, foi adiada a entrega de mais um dos 13 corpos de reféns mortos, prevista para a noite desta terça-feira

Por Redação
REDAÇÃO

28/10/2025 • 16:04 • Atualizado em 28/10/2025 • 16:04

Moises Rabinovici
Israel e Hamas em novo dia de guerra

Israel e Hamas em novo dia de guerra

REUTERS/Ramadan Abed

Israel e o Hamas sofreram uma recaída da guerra de dois anos em Gaza, ambos acusando o outro de violar o frágil cessar-fogo obtido pelos Estados Unidos e alguns países árabes. Com a volta dos tiroteios, foi adiada a entrega de mais um dos 13 corpos de reféns mortos, prevista para a noite desta terça-feira.

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Logo pela manhã, Israel acusou o Hamas de disparar uma granada antitanque contra seus soldados, no sul de Rafah, numa repetição da violação do domingo passado, que matou dois israelenses, e levantou a aviação israelense para um dia de pesados ataques de retaliação, que mataram 45 palestinos.

Mais tarde, Israel denunciou o Hamas por ter enviado restos mortais de um refém já enterrado duas vezes, e de ter encenado a busca de novos corpos para cumprir o prazo de 48 horas para a entrega de todos os reféns mortos, estipulado pelo presidente Trump na sexta-feira.

O Hamas acusou Israel de ter atacado primeiro, com franco-atiradores, assim impedindo a busca aos 13 corpos que faltam ser devolvidos, com maquinário pesado enviado pelo Egito para remover os escombros que os recobriram. Um corpo encontrado num túnel, que seria entregue nesta terça-feira à noite, vai esperar o retorno ao cessar-fogo.

A ordem do premiê Netanyahu às Forças de Defesa de Israel (FDI) foi para uma retaliação imediata e forte. Segundo fontes em Jerusalém, os Estados Unidos foram informados antecipadamente das intenções das FDI nessa fase apelidada de Bibisitting, o apelido do primeiro-ministro, Bibi, no lugar de baby, em babysitting, para que ele não anexe a Cisjordânia ou comprometa o cessar-fogo dos EUA-Catar-Egito-Turquia. Um dos baby-sitters é o próprio presidente Trump.

A família de Ofir Tzarfati, o refém que deverá ser enterrado pela terceira vez, disse que “não aguenta mais enterrar nosso filho em prestações. Cada vez que a sepultura é aberta, meu coração abre também, e uma parte de mim é enterrada junto”. É “uma tortura emocional, uma ferida que vai reabrindo”, contou a mãe de Ofir, Richelle Tzarfati.

Israel também atacou com sua aviação um alvo perto de Jenin, na Cisjordânia, matando três palestinos que seriam da Jihad Islâmica, parte do Hamas. Foi uma operação de contraterrorismo, segundo o porta-voz militar. O uso de aviões de combate nessa região é muito raro. A última vez foi em 8 de fevereiro. As versões divergem sobre o local do confronto -- uma gruta (FDI) ou uma casa (Hamas) em Kfar Qud.

A entrada de Jerusalem, pela estrada de Tel Aviv, permaneceu fechada durante boa parte do dia, porque jovens religiosos a fecharam, protestando contra o serviço militar obrigatório a que estão por ser submetidos. Desde a fundação de Israel os religiosos estão isentos de servir o exército, mas a guerra de dois anos em Gaza sobrecarregou os reservistas, e a lei de conscrição poderá acabar com a chamada Lei de Evasão.

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