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Israel e Irã ampliam guerra com ataques no Golfo e impacto no petróleo

Emirados Árabes — aliados dos Estados Unidos — e o Kuwait têm sido particularmente atingidos, e usinas de dessalinização têm sido alvo

Da redação
DA REDAÇÃO

06/04/2026 • 08:34 • Atualizado em 06/04/2026 • 08:34

Sonia Blota
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Irã protesto

Irã protesto

Majid Asgaripour/WANA/Reuters

Israel bombardeou o Irã e teve também como alvo uma universidade local na madrugada desta segunda-feira (6). Enquanto isso, a guerra segue tensões com acentuadas: países do Golfo continuam sendo fortemente atacados pelo Irã e sofrem mais bombardeios do que Israel. Desde domingo, os Emirados Árabes — aliados dos Estados Unidos — e o Kuwait têm sido particularmente atingidos, e usinas de dessalinização têm sido alvo, além das instalações petrolíferas.

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Um piloto americano resgatado do solo iraniano foi levado para o Kuwait. Um caça F-15 dos Estados Unidos foi abatido por Teerã. Dois pilotos se ejetaram no momento da queda.

O regime dos aiatolás ofereceu uma recompensa para quem entregasse o piloto vivo, o que seria um triunfo para negociações com os Estados Unidos. Porém, em uma operação espetacular, forças especiais americanas conseguiram salvar o piloto ferido dentro do território iraniano.

Segundo a Casa Branca, a operação foi um sucesso — sem mortos ou feridos. Por outro lado, Teerã diz que a operação foi um fracasso, uma vez que aviões e helicópteros foram destruídos, além de mortes na operação. Já os EUA dizem que eles mesmos destruíram os equipamentos para que não caíssem em mãos iranianas.

O regime iraniano continua com capacidade de resposta, atingindo Israel com mísseis balísticos e deixando 2 mortos em Haifa e 2 desaparecidos nos escombros do prédio atingido.

É a tal guerra de informações que tanto falamos. E precisamos apurar tudo com cuidado.

Trump pressiona Teerã

Neste domingo de Páscoa, o presidente americano pressionou Teerã, dizendo que, se o Estreito de Ormuz não for liberado rapidamente, hoje seria o dia D para pontes e a infraestrutura energética serem dizimadas. Só que, mais uma vez, Trump adiou o prazo de seu ultimato para terça-feira, nove da noite, horário de Brasília.

Teerã respondeu dizendo que não se intimida com ameaças e que todos os países do Golfo vão sentir as consequências.

No Líbano, os ataques de Israel continuam sem trégua. Os bombardeios de Israel contra o território libanês deixaram pelo menos 11 mortos — entre eles, uma criança de quatro anos.

Os ataques atingiram principalmente áreas no sul do país e aumentaram ainda mais a tensão na região. Diante da escalada do conflito, Israel fez um alerta para que moradores deixem áreas do sul de Beirute, capital libanesa.

A recomendação indica risco de novos bombardeios e reforça o clima de instabilidade no Oriente Médio.

Petróleo

O mundo todo sente os efeitos dessa guerra. O preço do petróleo continua por volta de 110 dólares o barril — um aumento próximo de 50% desde o início deste conflito. A inflação causada por essa guerra é inevitável. E, no mundo, os consumidores vão sentir no bolso.

Além do aumento de preços, há um outro problema: em alguns países já começa a faltar diesel e gasolina. Aqui na França, por exemplo, 20% dos postos de gasolina estão sem diesel — tudo isso em um feriado de Páscoa. Aqui, o feriado de Páscoa é na segunda.

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