
Guerra no Oriente Médio
REUTERS/Yara Nardi
O Irã continua sendo duramente atacado por Israel em todo o seu território. Na madrugada desta quarta-feira (1°), a antiga embaixada americana em Teerã foi atingida por dois mísseis. Segundo o exército israelense, centenas de homens das forças de segurança iranianas usavam o local.
Nesta madrugada, o Irã, o Hezbollah (milícia xiita apoiada pelo Irã) e os Houthis (grupo do Iêmen também apoiado pelos iranianos) atacaram Israel. Mísseis furaram o escudo de segurança e 25 pessoas ficaram feridas. No Líbano, continuam fortes bombardeios, especialmente em Beirute e no sul do país; pela manhã, a Defesa Civil confirmou pelo menos sete mortos na capital, além de destroços de edifícios e pontes.
O avanço israelense por terra continua. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que, mesmo após o conflito com a milícia xiita Hezbollah, Israel ocupará militarmente a maior parte do sul do Líbano e destruirá casas da região da fronteira entre os dois países. Eles vão manter o controle de segurança sobre toda a área até o Rio Litani. O rio é o maior do Líbano e uma importante fonte de abastecimento de água, irrigação e hidroeletricidade, não só para o sul, mas para todo o país.
As Nações Unidas e a União Europeia veem a ocupação do Líbano com muita preocupação, já que, utilizando o pretexto do combate ao Hezbollah, Israel se aproveita da situação para tomar mais terras férteis e água — um recurso escasso na região — em seu plano expansionista. Israel já anexou as Colinas de Golã, que eram território sírio, Jerusalém Oriental, e ocupa a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Agora, o sul do Líbano pode ter o mesmo destino, país que até 1975 era conhecido como a "Suíça do Oriente Médio".
Nesta terça-feira (31), após o presidente Donald Trump sinalizar, mais uma vez, que o fim da guerra pode estar próximo, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmar que o Irã está pronto para negociar — desde que os interesses e a garantia de segurança do povo iraniano estejam assegurados —, os mercados reagiram com otimismo. As bolsas mundiais avançaram e o preço do barril do petróleo baixou; de qualquer forma, continua em um patamar elevado, no preço de 100 dólares o barril.
O problema de embarcar neste otimismo é que Trump tem dado declarações no estilo "vai e vem", e o mundo nunca sabe como ele vai acordar. Já o presidente do Irã não tem o controle da Guarda Revolucionária, que tem posições mais duras a respeito da guerra. Hoje, Trump faz um pronunciamento em cadeia de rádio e TV sobre a situação no Oriente Médio; será às 22h (horário de Brasília) e o mundo todo estará atento.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber


