Israel intensificou suas operações militares no Líbano neste domingo (22), atingindo pontes estratégicas sobre o Rio Litani. Segundo o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, as estruturas são utilizadas pelo Hezbollah para o transporte de combatentes e armamentos em direção ao sul do país. Entre os alvos confirmados está a ponte Qasmiyeh, ponto logístico vital que conecta a rodovia costeira ao restante do território libanês.
A destruição dessas vias de acesso isola populações locais e impacta diretamente a movimentação de civis. Embora o comando israelense argumente que as passagens possuem "fins terroristas", as rotas são as mesmas utilizadas por libaneses que tentam fugir para o norte em busca de segurança. De acordo com o governo do Líbano, o conflito já resultou em mais de mil mortes e forçou o deslocamento de mais de um milhão de pessoas.
Demolição de residências e táticas de guerra
Além do bloqueio das pontes, Israel Katz ordenou que os militares acelerem a destruição de casas em cidades libanesas próximas à fronteira. O ministro afirmou que a medida visa "frustrar ameaças" contra comunidades no norte de Israel. Katz sugeriu que as forças armadas adotem métodos semelhantes aos empregados na Faixa de Gaza, onde grandes extensões territoriais foram destruídas para a criação de zonas de segurança controladas por Israel.
A ofensiva terrestre e aérea ocorre em meio a temores de uma nova ocupação prolongada do sul do Líbano, região que esteve sob controle israelense por duas décadas, até a retirada das tropas no ano 2000. No lado israelense, as autoridades confirmaram a morte de um cidadão neste domingo, vítima de um ataque do Hezbollah que atingiu um veículo.
Contexto e escalada regional
O atual estágio de guerra declarada entre Israel e o Hezbollah é um desdobramento da tensão regional que se intensificou após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Recentemente, os combates escalaram após o Hezbollah lançar foguetes em retaliação à morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.
Apesar de um cessar-fogo anterior, aceito pelo grupo após o assassinato de seu líder histórico, Hassan Nasrallah, Israel mantém a campanha de bombardeios contra instalações militares e lideranças da organização. O Hezbollah, embora severamente atingido e sem apresentar uma resposta militar em larga escala neste momento, ignora apelos internacionais pelo desarmamento, enquanto o governo libanês enfrenta uma crise humanitária crescente.
*Com informações do Estadão Conteúdo e agências internacionais
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