
Netanyahu
Ronen Zvulun/Reuters
O cenário político no Oriente Médio registrou um avanço diplomático significativo com o anúncio do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de que o país iniciará negociações diretas com o Líbano "o mais breve possível". A decisão, comunicada nesta quarta-feira (9), surge como uma resposta aos apelos por diálogo e foca em temas centrais para a segurança regional, como o desarmamento do Hezbollah e o estabelecimento de uma paz duradoura entre as duas nações.
Do lado libanês, o movimento foi confirmado pelo presidente Joseph Aoun. Em declaração publicada na rede social X, Aoun afirmou categoricamente que a "única solução" para o conflito atual é o estabelecimento de um cessar-fogo entre Israel e o Líbano, que deve ser sucedido imediatamente por negociações diretas entre os governos.
Ele ressaltou ainda que as forças de segurança libanesas têm se empenhado integralmente para garantir a estabilidade interna, mesmo diante das difíceis circunstâncias enfrentadas pelo país.
Netanyahu demonstrou otimismo em relação à postura de Beirute, destacando que aprecia o recente apelo do primeiro-ministro libanês pela desmilitarização da capital. Segundo o premiê israelense, as instruções para que seu gabinete organize o início das conversas já foram emitidas, visando uma resolução célere para as tensões na fronteira.
Apesar da disposição mútua para o diálogo, ainda não foram definidos o local ou o cronograma para o encontro das delegações.
Cessar-fogo ameaçado
O Irã ameaçou romper acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos após o ataque de Israel ao Líbano. Israel realizou nesta quarta-feira (8) seu maior ataque contra o Líbano desde o início da guerra contra o Hezbollah, lançando uma série de bombardeios aéreos sem aviso prévio sobre Beirute, a capital libanesa, e outras regiões do país, atingindo mais de cem alvos. De acordo com agências de notícias internacionais, o ataque deixou centenas de mortos e feridos.
Israel afirmou que os ataques foram “a maior ofensiva coordenada visando mais de cem centros de comando e instalações militares do Hezbollah”, acrescentando que a maior parte da infraestrutura atingida estava “no coração da população civil”. O ataque deixou mais de 200 mortos e 700 feridos.
De acordo com o presidente americano Donald Trump, o acordo não incluiu a interrupção do cessar-fogo de Israel ao Líbano. A declaração contraria a declaração do primeiro-ministro do Paquistão Shehbaz Sharif, que foi mediador do acordo, e disse que o acordo era para toda a região do Oriente Médio.
*Com informações de agências internacionais.
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