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Israel pede que Austrália tome medidas contra ‘onda de antissemitismo’

Presidente israelense Isaac Herzog declarou que judeus em Sydney foram atacados por terroristas cruéis durante a festa judaica Hanukkah

Da redação
DA REDAÇÃO

14/12/2025 • 08:25 • Atualizado em 14/12/2025 • 08:25

O presidente de Israel, Isaac Herzog, afirmou que seu coração está com os judeus em Sydney, na Austrália, que foram atacados por tiros durante a festa Hanukkah e pediu para que o governo australiano tome medidas contra a onda de antissemitismo que assola o país.

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Segundo a polícia australiana, pelo menos 12 pessoas morreram - incluindo um dos atiradores - e outras 29 ficaram feridas após uma ação de dois atiradores na praia de Bondi, uma das mais movimentadas de Sidney.

“Nossos corações estão com nossos irmãos e irmãs judeus em Sydney, que foram atacados por terroristas cruéis (...). Em nome de toda a nação de Israel, transmiti nossas condolências às famílias enlutadas e nossas orações pelos feridos”, escreveu Isaac Herzog na plataforma X, antigo Twitter.

“Pedimos ao governo australiano para que tome medidas e combata a enorme onda de antissemitismo que assola a sociedade australiana. Nossos pensamentos e orações estão com a comunidade judaica de Sydney e toda a comunidade judaica australiana neste momento terrível”, finalizou.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa'ar, disse que está horrorizado com o ataque a tiros.

“Estes são os resultados da onda antissemita nas ruas da Austrália nos últimos dois anos, com os apelos antissemitas e incitadores de "Globalizar a Intifada" que se concretizaram hoje. O governo australiano, que recebeu inúmeros sinais de alerta, precisa cair em si”, afirmou.

O ataque

Os serviços de emergência foram acionados por volta das 18h45 (horário local), em resposta a relatos de disparos de arma de fogo. Segundo jornal local Sydney Morning Herald, houve múltiplos disparos na praia.

Conforme a polícia de Nova Gales do Sul, dez mortes foram confirmadas no local, incluindo a de um homem que se acredita ser um dos atiradores. O segundo suspeito está em estado crítico. Entre os 11 feridos estão dois agentes de segurança.

Ainda não se sabe o que motivou o ataque. No entanto, em entrevista à emissora Sky News, Alex Ryvchin, co-diretor-executivo do Conselho Executivo da Comunidade Judaica Australiana, informou que o tiroteio ocorreu em um evento na praia que celebrava um festival judaico.

Ataque é classificado como terrorismo

"Este ataque foi planejado para atingir a comunidade judaica de Sydney", disse o governador do estado, Chris Minns. O massacre foi declarado um ataque terrorista pelas autoridades devido ao evento visado e às armas utilizadas, disse Lanyon.

Premiê da Austrália classifica ataque como “angustiante”

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, afirmou que as cenas do ataque a tiros na praia de Bondi, uma das mais movimentadas de Sydney, são “chocantes e angustiantes”. O tiroteio deixou pelo menos dez mortos e 11 feridos.

Em comunicado divulgado na plataforma X, antigo Twitter, o primeiro-ministro australiano declarou que seus pensamentos estão com todas as pessoas afetadas pelo ataque a tiros.

“As cenas em Bondi são chocantes e angustiantes. A polícia e as equipes de emergência estão no local trabalhando para salvar vidas. Meus pensamentos estão com todas as pessoas afetadas”, escreveu Anthony Albanese.

Um porta-voz do gabinete de Albanese, segundo a agência de notícias Reuters, pediu para que as pessoas nas proximidades da praia sigam as informações da Polícia de Nova Gales do Sul.