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Israel retoma registro de terras na Cisjordânia ocupada; entenda

O processo estava interrompido desde a Guerra de 1967 e, na prática, exige que qualquer pessoa que reivindique a posse de um terreno apresente documentos comprobatórios imediatos

Da redação
DA REDAÇÃO

15/02/2026 • 15:21 • Atualizado em 15/02/2026 • 15:27

Israel

Israel

REUTERS/Ronen Zvulun/File Photo

O governo de Israel anunciou a reativação de um mecanismo de regulamentação de títulos de propriedade em vastas áreas da Cisjordânia ocupada. O processo estava interrompido desde a Guerra de 1967 e, na prática, exige que qualquer pessoa que reivindique a posse de um terreno apresente documentos comprobatórios imediatos.

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Pontos centrais da medida

Contexto Político: A decisão ocorre em um momento de expansão de assentamentos judaicos e mudanças burocráticas que fortalecem a presença israelense em detrimento da Autoridade Palestina (AP).

Justificativa de Israel: O Ministério das Relações Exteriores afirma que a medida visa "transparência", alegando que a AP estaria realizando registros ilegais na Área C (região que compõe 60% da Cisjordânia sob controle militar de Israel).

Críticas e Impactos: O grupo Peace Now classifica a ação como uma "mega apropriação de terras". Segundo a organização, o processo exige provas de propriedade que a maioria dos palestinos não conseguirá fornecer, facilitando a transferência dessas áreas para o Estado de Israel.

A Autoridade Palestina definiu a medida como uma "anexação de fato" e uma violação grave do direito internacional. O governo de Mahmoud Abbas já solicitou a intervenção urgente do Conselho de Segurança da ONU e dos Estados Unidos para barrar a iniciativa.

*Com informações do Estadão Conteúdo.