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Israel se defende na ONU e diz que Palestina seria “suicídio nacional”

Às novas nações que o reconheceram nesta e na semana passada, aliadas de Israel, ele amaldiçoou: “Será uma marca de vergonha para todos vocês”

Por Redação
REDAÇÃO

26/09/2025 • 12:47 • Atualizado em 26/09/2025 • 12:47

Moises Rabinovici
Benjamin Netanyahu

Benjamin Netanyahu

REUTERS/Nathan Howard/Pool

Protestos na partida de Israel, o avião evitando países membros do Tribunal Penal de Haia que podem prendê-lo; protestos em Manhattan diante do hotel e da ONU; diplomatas esvaziando o plenário da Assembleia Geral enquanto ele se dirigia à tribuna; gritos de familiares de reféns o interrompendo, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu defendeu Israel e se defendeu, armado com um QR code com link para atrocidades cometidas pelo Hamas, um poster-teste com a pergunta “Quem grita Morte à América?”, o mesmo mapa do ano passado e 41 minutos de oratória em inglês, algumas vezes em hebraico, transmitidos por alto-falantes para toda a Faixa de Gaza:

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“Não esquecemos vocês” — ele os avisou, chamando-os de heróis.

À pergunta “Quem grita Morte à América”, com as alternativas Hamas, Hezbollah, Houthis e Irã, ou todas, ele acrescentou outra: “Quem tem assassinado Americanos e Europeus a sangue frio?” A conclusão a que chegou é que Israel “luta a guerra que seria de todos”. Netanyahu respondeu: “Nossos inimigos nos odeiam a todos, com veneno igual”. Mas comentou que usam as inovações israelenses em autodefesa e em várias outras áreas.

Em seu discurso, Netanyahu disse que Israel “não vai cometer suicídio nacional” permitindo a criação do estado da Palestina”. E às novas nações que o reconheceram nesta e na semana passada, aliadas de Israel, ele amaldiçoou: “Será uma marca de vergonha para todos vocês”. E os acusou de “ceder e ceder quando a situação fica difícil para Israel, que está travando uma guerra em sete frentes com pouco apoio.”

Ele ainda afirmou: “Israel não deixará que o mundo enfie um estado terrorista goela abaixo”. Para ele, a Palestina ao lado de Israel seria como “um estado da Al Qaeda ao lado de Nova York, depois do 11 de setembro”. Ele acusou a imprensa de seguir uma narrativa antissemita, mas a imprensa internacional, independente, está proibida, por Israel, de cobrir a guerra dentro de Gaza.

Para negar a acusação de que Israel está cometendo genocídio, Netanyahu citou, como prova, os repetidos comunicados militares pedindo a evacuação dos civis nas áreas alvos de ataques. “Para nós, cada baixa civil é uma tragédia; para o Hamas, uma estratégia”. E perguntou: “Acaso os nazistas deram aos judeus a chance de não irem para os campos de extermínio?”.

Ele desmentiu que esteja prolongando a guerra, hoje no 721º dia, com 65 mil mortos palestinos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza: “o que restou do Hamas quer repetir o massacre de 7 de outubro”, quando 1.200 pessoas, entre elas mulheres e crianças, foram assassinadas. “O mundo já não se lembra mais, porém os israelenses, sim”. Por isso, “Israel deve terminar o trabalho o mais rápido possível”.

“A guerra já teria acabado se o Hamas atendesse a nossos pedidos: Gaza estaria desmilitarizada, com Israel no controle de sua segurança, e um governo pacifista administraria a vida de seus moradores comprometidos com a paz”.

Várias vezes Netanyahu agradeceu o presidente Donald Trump pelo apoio na guerra de 12 dias contra o Irã e nas negociações para a devolução de 48 reféns, entre eles 20 vivos. Foi aplaudido por seus convidados à Assembleia Geral, que no final ainda cantaram o hino de Israel.

As atenções agora estão voltadas para o encontro Trump-Netanyahu, na segunda-feira, em que será examinado um plano de 21 pontos estadunidense, aprovado por oito importantes líderes árabes numa reunião na Casa Branca, durante a semana.

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