
Ação de Israel em Gaza
Reuters
Israel suspendeu a ofensiva em Gaza, como pedido pelo presidente Donald Trump, depois que o Hamas respondeu positivamente ao plano de cessar-fogo que agora entra em negociações no Egito, mas está mantendo as operações defensivas, e a Cidade de Gaza, cercada.
Para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o Hamas, na verdade, “rejeitou” o plano de 20 pontos do presidente Trump, mas ele resolveu seguir adiante, ordenando a suspensão de bombardeios a Gaza, porque interessado em libertar os reféns vivos e receber os caixões com os mortos. “Não há outra opção”, explicou uma fonte do governo ao canal 12 da TV israelense.
A reação de Netanyahu não foi pública, mas repassada à imprensa por sua equipe. Ele se surpreendeu com a entusiasta resposta de Trump ao texto “ambíguo” e “condicional” do Hamas. Mostrar-se relutante é importante para apaziguar os dois partidos de extrema-direita da coligação governamental que não querem o fim da guerra.
Passada a primeira fase do plano de cessar-fogo, que é a troca de reféns vivos e mortos por 1.950 prisioneiros palestinos, 250 dos quais condenados à prisão perpétua, a opinião dos analistas do Canal 12 é a de que “o processo de negociação poderá se complicar”, com um possível retorno à guerra.
A sede das negociações agora é o Egito. Um líder do Hamas adiantou que está em gestação uma conferência reunindo todas as facções palestinas, no Cairo, para decidir o futuro da Faixa de Gaza. Será o “Diálogo Intrapalestino sobre a Unidade Palestina e o futuro de Gaza”.
O grupo da Jihad Islâmica Palestina endossou o plano de paz de Trump e deu seu aval ao Hamas. E o emissário da Casa Branca para missões de paz, Steve Witkoff, está com a volta marcada ao Oriente Médio para acompanhar as negociações no Cairo, Jerusalém e Catar.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) comunicaram aos palestinos em Gaza que é perigoso aproximar-se dos soldados durante o cessar-fogo, ou, principalmente, voltar à Cidade de Gaza, de onde milhares de civis foram deslocados. A área continua sendo uma zona de combate.
Os familiares dos reféns e desaparecidos estão convocando uma grande manifestação para a noite deste sábado, na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, para marcar dois anos desde o 7 de outubro de 2023, quando o Hamas invadiu Israel, matou 1.200 pessoas, sequestrou 250 e deu início à guerra.
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