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Janeiro de 2026 foi o quinto mais quente da história, diz observatório

Mesmo com nevascas severas em partes do Hemisfério Norte, a média global da temperatura da superfície atingiu 12,95°C

Da redação
DA REDAÇÃO

10/02/2026 • 09:59 • Atualizado em 10/02/2026 • 10:06

Calor em São Paulo no Natal

Calor em São Paulo no Natal

Paulo Pinto/Agência Brasil

O observatório europeu Copernicus confirmou que janeiro de 2026 entrou para a história como o quinto mais quente já registrado no planeta. Mesmo com nevascas severas em partes do Hemisfério Norte, a média global da temperatura da superfície atingiu 12,95°C, ficando significativamente acima da média histórica recente.

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O relatório destaca uma divisão nítida no comportamento do clima no início deste ano:

Extremos de Calor: O Hemisfério Sul sofreu com recordes de temperatura e incêndios florestais (especialmente na Austrália e América do Sul). Regiões como o Ártico e a Antártica também apresentaram temperaturas acima do normal.

Extremos de Frio: Em contrapartida, a Europa viveu seu janeiro mais rigoroso desde 2010. América do Norte e Sibéria também enfrentaram ondas de frio mortais.

Clima vs. tempo

O texto rebate críticas céticas — como as postagens irônicas de Donald Trump — esclarecendo que "tempo" (evento pontual) não é o mesmo que "clima" (tendência global).

A ciência é enfática: o aquecimento global, impulsionado por combustíveis fósseis, não elimina o inverno. Na verdade, ele desregula o sistema atmosférico, tornando tanto as ondas de calor quanto as de frio mais intensas e frequentes. Como resumiu Samantha Burgess, do Copernicus, o sistema climático atual é capaz de castigar uma região com gelo enquanto sufoca outra com calor extremo simultaneamente.

*Com informações do Estadão Conteúdo.