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Javier Milei: 3 polêmicas que colocaram o presidente argentino no centro das buscas no Google

Alessandra Petraglia
ALESSANDRA PETRAGLIA

27/10/2025 • 17:17 • Atualizado em 27/10/2025 • 17:17

Milei tem vitória inesperada nas eleições legislativas

Milei tem vitória inesperada nas eleições legislativas

Reprodução/ Reuters/ Agustin Marcarian

O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a respirar politicamente. No último domingo (26), ele conquistou uma vitória importante nas eleições legislativas, ampliando o número de deputados e senadores aliados ao governo.

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O resultado representa um novo fôlego para um presidente que tem vivido um verdadeiro teste de resistência entre escândalos, quedas de popularidade e dificuldades para tirar o país da crise econômica.

Mas enquanto Milei tenta manter o controle no Congresso, o nome dele também tem foco de buscas no Google. A Sala Digital analisou os momentos em que o presidente mais despertou o interesse dos argentinos e as perguntas feitas sobre ele. Confira!

1. Milei e a crise da criptomoeda

Em fevereiro, o presidente argentino se envolveu em uma polêmica digna de roteiro de série financeira. Tudo começou quando Javier Milei publicou nas redes sociais um elogio à criptomoeda Libra, sugerindo que o ativo poderia render bons lucros aos investidores.

O resultado? Em poucos dias, a moeda digital despencou de valor, um movimento conhecido no mercado como “rug pull”, quando o tapete literalmente é puxado debaixo dos investidores. Mais de 40 mil pessoas perderam dinheiro, e o escândalo ganhou proporções internacionais.

A oposição reagiu rápido e chegou a protocolar um pedido de impeachment contra Milei. O caso também chamou a atenção do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que abriu uma investigação sobre suposta pirâmide financeira.

O presidente negou ter se beneficiado com o episódio e disse que apenas compartilhou informações sem saber dos detalhes do projeto.

2. Os áudios de Karina Milei

Meses depois, em agosto, o governo voltou a ser sacudido por outro escândalo, desta vez, dentro da própria casa presidencial.

Vazaram áudios que apontariam a irmã de Javier Milei, Karina Milei, secretária-geral da Presidência, em um suposto esquema de propinas envolvendo a Agência Nacional de Pessoas com Deficiência (Andis) e empresas do setor farmacêutico.

Os arquivos, atribuídos a Diego Spagnuolo, ex-chefe da agência e ex-advogado do presidente, mencionavam Karina e o assessor direto dela, Eduardo Menem, parente do ex-presidente Carlos Menem.

A Justiça argentina abriu uma investigação sigilosa sobre o caso. O governo negou as acusações e disse que tudo fazia parte de uma tentativa de desestabilizar o país em período eleitoral. Chegou-se até a proibir a divulgação dos áudios, decisão que depois foi revertida.

Mesmo assim, as denúncias abalaram a imagem de Milei, que se elegeu prometendo acabar com a corrupção e a “velha política”.

3. A crítica à morte de Mujica

O terceiro episódio veio carregado de tensão política e emocional. Pouco depois da morte do ex-presidente uruguaio José “Pepe” Mujica, símbolo da esquerda latino-americana, Javier Milei compartilhou um post de um apoiador na rede socia que dizia: “não se pode prestar honras a quem exerceu violência política até o seu grau máximo.”

A mensagem soou como uma crítica direta ao legado de Mujica e reacendeu um embate antigo entre os dois líderes. O uruguaio havia criticado Milei diversas vezes e chegou a comparar sua eleição à ascensão de Adolf Hitler, dizendo que a vitória do argentino refletia o desespero causado pela crise econômica e pela hiperinflação.

Entre aplausos e polêmicas

Se por um lado Javier Milei simboliza a ruptura com o sistema político tradicional, por outro, suas atitudes têm gerado turbulências que impactam tanto a política quanto a economia do país.

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