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Joesley Batista viajou à Venezuela para pedir renúncia de Nicolás Maduro

EUA sabiam do encontro do empresário brasileiro com o presidente venezuelano, que teria ocorrido em 23 de novembro

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

04/12/2025 • 09:39 • Atualizado em 04/12/2025 • 09:39

Joesley Batista

Joesley Batista

Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O empresário Joesley Batista, da holding J&F, viajou à Venezuela na última semana com o objetivo de persuadir o presidente Nicolás Maduro a renunciar. O encontro com Maduro teria ocorrido no dia 23 de novembro, segundo a agência de notícias Bloomberg e confirmado pela Band.

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De acordo com pessoas próximas do empresário brasileiro, Joesley atuou por iniciativa própria — e não formalmente a pedido do governo dos Estados Unidos, apesar de Washington estar ciente do encontro —, mas procurando entregar a mensagem do presidente , que exigiu publicamente a saída de Maduro do poder.

A proposta seria abrir caminho para uma transição pacífica e reduzir a crescente tensão entre Washington e Caracas. Segundo relatos, Joesley teria sido escolhido por servir de ponte, já que mantém histórico de relações tanto com atores ligados a Trump quanto com representantes próximos ao regime venezuelano.

Em comunicado, a J&F esclareceu que Joesley “não é representante de nenhum governo” e prefere não comentar mais sobre o teor da visita. Também não houve posicionamento oficial nem pelo governo venezuelano nem por autoridades americanas até o momento.

A viagem de Joesley surge como mais uma tentativa de mediar a crise política na Venezuela, marcada por disputas de legitimidade após a eleição de 2024 e ameaças externas de intervenção.