
Jorge Messias
José Cruz/Agência Brasil
O Advogado Geral do União segue o périplo pelo Senado no tradicional beija mão para tentar a aprovação para a vaga no Supremo indicado pelo presidente Lula. Nesta terça-feira, Messias foi recebido por, ao menos, seis senadores.
Mas a agenda que ele gostaria mesmo, não aconteceu: uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Sabatina
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para o dia 10 de dezembro a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva para vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF).
Alcolumbre informou que a votação da indicação de Messias ocorrerá no mesmo dia na Comissão de Constituição e Justiça (ccj) do Senado.
A indicação de Messias não agradou o presidente do Senado. Alcolumbre preferia que o senador Rodrigo Pacheco fosse o nome indicado pelo STF. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva preferiu optar, no entanto, por seu auxiliar direto.
Se aprovado, Messias vai substituir Luís Roberto Barroso, que se despediu após 11 anos de atuação no Supremo.
Quem é Jorge Messias
Jorge Messias é o atual Advogado-geral da União. Já foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação e consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Ele é graduado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE) e mestre e doutor pela Universidade de Brasília (UnB).
Messias tem 45 anos e fez carreira ligada ao PT e, dentro do governo, é visto como hábil conhecedor das leis e do mundo jurídico. Ele é advogado-geral da União desde 2023, quando o presidente iniciou o novo mandato. Desde então, tem atuação considerada sólida na defesa dos interesses do governo junto à Justiça.
Messias ficou “famoso” em 2015, quando era subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República. Sérgio Moro, ainda atuando como juiz da Lava Jato, divulgou uma conversa da presidente Dilma Rousseff com Lula, em que a qualidade do áudio faz parecer que ele era chamado de "Bessias".
A escolha de Messias representaria um aceno do presidente à ala jurídica mais alinhada ao governo. Messias é evangélico e isso também é visto como ponto favorável para sua indicação.


