A fila de espera por um transplante é grande no país, são quase 70 mil pessoas. E a recusa por doação de órgãos tem aumentado nos últimos anos. A principal alegação de familiares é que não sabiam se o parente queria ser doador. Por isso, é importante tomar a decisão em vida e comunicá-la claramente a todos.
Os dados apontam que 46% das famílias consultadas em 2024 não autorizaram a doação de órgãos em caso de morte de um parente. A estimativa superou 2024, quando a recusa foi de 42%, de acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos.
“Se a pessoa disse, em um jantar, "eu quero ser doador", a família respeita. A grande causa de negativa de família é assim "eu não sabia a opinião dele, eu sou doadora, mas eu não posso uma decisão por ele, ele nunca me falou se queria ou não ser doador". E aí não doa, por isso é fundamental a decisão da pessoa em vida”, explicou o médico Valter Duro Garcia.
Desde 2024 é possível fazer uma autorização eletrônica de doação de órgãos por meio de um site oficial dos cartórios. É de graça e o servidor dá a possibilidade de definir quais órgãos deseja doar.
Nos últimos 12 meses, quase 21 mil brasileiros registraram em cartório que são doadores de órgãos. A decisão final continua sendo da família, mas quando há clareza sobre o desejo da pessoa que morreu, a probabilidade de recusa é bem menor.
Outra opção é informar que é doador na hora de fazer a nova carteira de identidade nacional. A informação não aparece no documento, mas fica registrada no sistema do governo e pode ser acessado por hospitais em caso de morte cerebral.
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