Jornal da Band

Polícia conclui investigações de acidente entre carreta e ônibus que matou 39 em Minas Gerais

O motorista da carreta, Arilton Bastos Alves, e o dono da empresa de transporte, Hudson Foca vão responder por 39 homicídios e 13 lesões corporais, sendo três graves

VICTOR DUARTE

26/02/2025 • 20:23 • Atualizado em 26/02/2025 • 20:23

Resumo

A polícia de Minas concluiu as investigações do acidente entre uma carreta que transportava um bloco de rocha e um ônibus poucos dias antes do Natal e indiciou duas pessoas pela tragédia que deixou 39 mortos.

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O motorista da carreta, Arilton Bastos Alves, e o dono da empresa de transporte, Hudson Foca vão responder por 39 homicídios e 13 lesões corporais, sendo três graves.

Além disso, Arilton ainda responde por não prestar socorro às vítimas e Hudson por falsidade ideológica, já que mentiu sobre o peso da carga transportada.

Relembre

O acidente aconteceu no dia 21 de dezembro de 2024, na BR 116, na altura da cidade de Teofilo Otoni. Arilton viajava do Ceará para o Espírito Santo. Já o ônibus seguia de São Paulo para o interior da Bahia.

A perícia fez uma reconstituição do acidente com base em imagens de câmeras de segurança e com uso de scaner 3d. Pelo vídeo divulgado pela polícia, é possível ver, por diversos ângulos, que os semirreboques da carreta tombam, atingem levemente um caminhão baú que vinha no sentido contrário e, na sequência, o ônibus.

A perícia apontou ainda que, caso a carreta trafegasse em qualquer velocidade acima de 62 km por hora, o tombamento aconteceria. No momento do acidente, o motorista conduzia o veículo a 97 quilômetros por hora.

A investigação ainda revela que a carga estaria mal acondicionada e mal amarrada. Os semirreboques teriam sido modificados para aguentarem mais peso. O motorista estaria conduzindo a carreta sob efeito de álcool, drogas e remédios e não teria respeitado o período de descanso. A decisão de prender o dono da empresa de transporte vai ficar a cargo da Justiça.

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