O número de internações por acidentes de moto quase dobrou em um período de cinco anos no estado do Rio de Janeiro. O avanço expressivo dos casos é considerado por médicos e especialistas como uma verdadeira epidemia nas ruas, impulsionada pelo crescimento do tráfego de motocicletas e motociclistas na região.
As equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) atendem diariamente a chamados de colisões envolvendo motocicletas. Entre as ocorrências frequentes, estão acidentes que envolvem trabalhadores que utilizam o veículo para o transporte de passageiros por aplicativo, serviço que é legalizado no estado.
Os pacientes feridos são encaminhados para hospitais da rede pública de urgência e emergência interligados ao Sistema Único de Saúde (SUS). No Hospital Municipal Albert Schweitzer, por exemplo, as equipes médicas mobilizam profissionais de várias especialidades para prestar atendimento imediato a politraumatizados.
Estatísticas e avaliação médica
De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, o estado registrou mais de 600 mortes de motociclistas em acidentes de trânsito em 2025, o que representa um aumento de 29% na comparação com o ano anterior. Os pacientes vítimas de acidentes com motos já ocupam 10% dos leitos de internação da rede pública hospitalar fluminense.
Segundo a análise de José Paulo Gabbi, diretor do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), a situação atual já configura uma epidemia. Para o especialista, o crescimento contínuo de ocorrências ocorre sem um controle eficaz por parte dos órgãos públicos.
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