Jornal da Band

Adriana Araújo: Dar palco para ex de Maria da Penha é banalizar a vida

Maria da Penha tem que ser honrada todos os dias no nosso país. Fez da dor, luta e vitória. Da coragem dela, nasceu uma lei que protege todas nós

ADRIANA ARAÚJO

10/08/2026 • 19:52 • Atualizado em 10/08/2026 • 21:01

Adriana Araújo

Quem tenta matar quer a morte, é um assassino potencial. Qual é o verdadeiro interesse jornalístico em dar voz a um sujeito desse perfil? Que prazer sádico é esse de deixar um criminoso contar sua versão de um crime hediondo, violentando a vítima de novo, com a deturpação dos fatos?

Compartilhar

Marco Antônio Heredia Viveros tentou matar Maria da Penha com um tiro nas costas e depois eletrocutada. Ela sobreviveu aos ataques, ao cárcere privado e ao horror de ver o ex-marido pegar apenas dois anos de cadeia.

Maria da Penha tem que ser honrada todos os dias no nosso país. Fez da dor, luta e vitória. Da coragem dela, nasceu uma lei que protege todas nós mulheres contra a violência doméstica.

Dar palco para o criminoso que tentou matá-la é banalizar a vida.

A Band Não se Cala

O Grupo Bandeirantes lançou a campanha "Band Não Se Cala" para reforçar a conscientização e o incentivo às denúncias de agressões, estupros e feminicídios em todo o Brasil. A mobilização pretende engajar a sociedade no acolhimento às vítimas e no enfrentamento da impunidade.

A cada 30 segundos, uma mulher aciona a Polícia Militar para pedir socorro no país. Além disso, as estatísticas indicam o registro de um estupro a cada 6 minutos e um feminicídio a cada 6 horas no Brasil. O quadro expõe uma rotina marcada pelo medo, pela solidão e pelo silêncio das vítimas.

Fique bem informado!

Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail

Escolha quais newsletters quer receber