A única vítima dessa história se chama Henry Borel. Uma vida pela frente interrompida aos 4 anos de idade – porque é assim: a vida de uma criança só tem futuro se ela tem adultos que zelem por ela, que fiquem atentos às ameaças.
No caso de Henry, o agressor morava na casa dele. O menino pediu socorro, do jeito que uma criança de 4 anos sabe pedir socorro. Deu sinais das violências que sofria. A babá viu, a mãe viu, o pai percebeu que ele estava com medo. Ninguém agiu a tempo de salvar Henry.
Ao perdoar Monique Medeiros, a juiza afirmou que a sociedade espera que as mulheres sejam mães perfeitas e que por isso elas enfrentam cobranças e condenações que os pais não sofrem. Como mãe, eu sei que isso é verdade, mas a pergunta é: foi isso mesmo que levou Monique para o banco dos réus?
Depois do crime, Monique pressionou a babá a apagar mensagens que mostravam que ela sabia das agressões contra o filho. Jairinho era o principal suspeito do assassinato cruel e ela entrou de mãos dadas com ele pela porta da frente da delegacia. Tirou selfie antes do depoimento. Aceitou ser defendida pelo advogado dele. Combinou uma versão da história com o assassino e só agora no Júri o acusou pelo crime.
Monique agiu como uma mãe em luto, preocupada em esclarecer o crime ou estava preocupada em apenas salvar a própria pele? O Júri termina e deixa uma imensa sensação de injustiça com Henry.
Para terminar, eu preciso dizer: você pode escolher ser mãe ou não. Você pode escolher ser pai ou não. Mas quando um filho nasce, não pode escolher a omissão porque omissão mata.
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