Jornal da Band

Advogado sequestrado pelo PCC em SP relata ameaças de morte

Defesa de cliente em disputa judicial gera sequestro e ameaças de morte a advogado em Cubatão; três suspeitos são presos pela polícia

Rodrigo Hidalgo
RODRIGO HIDALGO

14/08/2026 • 20:52 • Atualizado em 14/08/2026 • 23:40

Um advogado de 36 anos foi sequestrado, levado a um tribunal do crime do Primeiro Comando da Capital (PCC) e ameaçado de morte em Cubatão, na Baixada Santista. O caso ocorreu no dia 11 de junho, após criminosos atraírem a vítima para uma reunião sob o pretexto de contratá-la para uma ação judicial.

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Ao chegar ao endereço combinado, Rafael Câmara Roque percebeu que havia caído em uma armadilha e foi conduzido a um barraco onde estavam cerca de 30 integrantes da facção criminosa. Os criminosos exigiam que ele entregasse informações sigilosas sobre um cliente, sócio de uma empresa que disputava uma causa na justiça contra um integrante do grupo.

Tortura psicológica e exigência de informações

Segundo o relato do advogado, os criminosos exigiram inicialmente o endereço de seu cliente para matá-lo. Diante da recusa, a vítima passou a sofrer forte tortura psicológica e ameaças de morte, sendo informada de que só sairia do local com vida caso renunciasse ao processo judicial junto com a cliente.

Após horas sob o domínio dos criminosos, Rafael Câmara Roque cedeu às exigências para preservar sua vida e foi liberado, recebendo ordens estritas para manter o caso em sigilo. Posteriormente, ele procurou o Ministério Público para relatar o sequestro, o que deu origem a uma operação policial realizada na última semana.

Desdobramentos da operação policial

A denúncia formalizada pelo advogado resultou em uma operação policial deflagrada na Baixada Santista, que culminou na prisão de três suspeitos de participação no crime. Durante o cumprimento de mandados, um quarto suspeito, apontado pelas investigações como o mandante do sequestro e identificado como Wagner Rodrigues dos Santos, conhecido como Branquinho, morreu após uma troca de tiros com policiais militares.

As investigações do caso continuam sob a condução das autoridades competentes para localizar outros envolvidos na estrutura do tribunal do crime do PCC na região.

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