O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, consolidou sua recuperação plena após a catástrofe climática que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024. De acordo com dados recentes, o terminal não apenas retomou o fôlego, como já registra um fluxo de passageiros superior ao período anterior às enchentes. Em 2025, circularam pelos saguões do aeroporto 7,5 milhões de pessoas, superando a marca de 7,4 milhões registrada em 2023.
O cenário atual contrasta drasticamente com as imagens de dois anos atrás, quando a capital gaúcha ficou praticamente ilhada. Na maior enchente da história do estado, o nível dos rios na região metropolitana subiu a ponto de deixar áreas inteiras do aeroporto submersas. O impacto mais severo ocorreu na pista de pouso e decolagem, que teve 75% de sua extensão coberta pelas águas durante 30 dias consecutivos.
O caminho da reconstrução e operação provisória
A paralisia do sistema aéreo de Porto Alegre foi severa. O aeroporto permaneceu totalmente fechado por dois meses, impedindo qualquer operação comercial. Durante o período de recuperação, o terminal chegou a reabrir de forma provisória apenas para o processamento de passageiros (check-in e embarque), enquanto a pista passava por reformas estruturais profundas para sanar os danos causados pela infiltração e pressão da água.
Nesse intervalo, os pousos e decolagens foram transferidos para a Base Aérea de Canoas, na cidade vizinha, que serviu como o principal hub emergencial para o estado. A operação no Salgado Filho só retornou à normalidade em outubro de 2024, inicialmente com uma malha aérea reduzida que foi sendo ampliada gradualmente até atingir a capacidade total.
Retomada do protagonismo regional
Hoje, o cenário é de pleno funcionamento. A superação da marca de 7,5 milhões de viajantes indica que a confiança no transporte aéreo e a atividade econômica da região foram restabelecidas. O crescimento, ainda que sutil em relação a 2023, é simbólico por ocorrer após um período em que o aeroporto ficou cinco meses sem operar em sua totalidade.
A administração do terminal e as autoridades aeroportuárias seguem monitorando os fluxos e investindo em infraestrutura para prevenir novos impactos em eventos climáticos extremos, garantindo que o principal portão de entrada do Rio Grande do Sul permaneça operacional e seguro para os viajantes.
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