A onda de calor atípico provocou as primeiras mortes na Europa, que já se prepara para outro desafio: o consumo de água no continente deve dobrar nas duas próximas décadas. Além disso, a Agência da ONU classificou o fenômeno como “assassino silencioso”.
O sol ardido fez as fontes públicas virarem parada obrigatória para turistas e moradores em centenas de cidades europeias. Na Catalunha, a água é usada para conter os incêndios florestais, que deixaram dois fazendeiros mortos. Ainda na mesma região, uma criança de dois anos morreu depois de ser esquecida dentro de um carro.
Na França, os atendimentos por insolação e desidratação dispararam. Foram quase 300 nos últimos dias. Duas pessoas não resistiram e, entre elas, estava uma menina de 10 anos. Mortes em função das altas temperaturas também foram registradas na Turquia e na Itália.
O calor extremo, que transformou a Europa em uma enorme sauna, foi classificado pela Agência da ONU que monitora o clima como um “assassino silencioso”.
Fenômeno está se tornando mais frequente e severo
O fenômeno, segundo especialistas, está ficando mais frequente e severo. O exemplo disso é o Mont Blanc, a montanha mais alta da Europa, que registrou a primeira máxima acima de zero grau em toda a história.
Mesmo com a previsão de queda nos termômetros, a atenção continua. A chegada de ar mais frio levanta um novo sinal de alerta: o risco de tempestades fortes nos próximos dias, principalmente no centro e no leste da França.
A bolha de calor segue avançando pelo leste europeu. Cidades alemãs como Berlim e Colônia já viram os termômetros perto dos 40°C. A falta de água pode ser um dos efeitos colaterais da seca. Atualmente, um quinto da Europa já sofre com crises de abastecimento.
A previsão é de que a demanda por água deve dobrar até 2050, pressionando a agricultura, a indústria e o abastecimento urbano.
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