Jornal da Band

Aldo Rebelo lança pré-candidatura à Presidência com críticas ao STF

O ex-ministro Aldo Rebelo oficializou sua entrada na corrida presidencial pelo partido Democracia Cristã (DC) em evento realizado em São Paulo; político defende exploração mineral e critica protagonismo do Judiciário

Da redação
DA REDAÇÃO

31/01/2026 • 20:00 • Atualizado em 31/01/2026 • 20:00

Resumo

Lançamento da pré-candidatura de Aldo Rebelo à Presidência ocorreu em São Paulo com presença de apoiadores e lideranças políticas, incluindo ex-ministros de diferentes governos, marcando tentativa de se apresentar como nome de coalizão e experiência administrativa pelo partido Democracia Cristã.

Discurso de Rebelo priorizou defesa da regularização da mineração, críticas ao agronegócio e ao Poder Judiciário, com ênfase na necessidade de legalização para garantir fiscalização e remuneração adequada, além de questionamentos à atuação do Supremo Tribunal Federal e à insegurança jurídica gerada pela interpretação individual dos ministros.

Cenário político registrou participação de figuras como Gilberto Kassab, sem confirmação de alianças, anúncio do PSD de candidatura própria ao Planalto, indefinição do vice na chapa de Rebelo, destaque para seu histórico em cargos públicos e encerramento com críticas à política econômica do governo federal, considerada insuficiente para o desenvolvimento do país.

O ex-ministro Aldo Rebelo lançou oficialmente sua pré-candidatura à Presidência da República neste sábado (31), em cerimônia realizada na capital paulista. Filiado ao partido Democracia Cristã (DC) desde o ano passado, Rebelo reuniu apoiadores e lideranças políticas na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) para apresentar as diretrizes de sua campanha.

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O evento contou com a presença de figuras de diferentes campos ideológicos, incluindo ex-ministros que serviram tanto na primeira gestão de Luiz Inácio Lula da Silva quanto no governo de Jair Bolsonaro. A articulação reforça a tentativa do candidato de se posicionar como um nome de coalizão e experiência administrativa.

Defesa da mineração e críticas ao agronegócio

Em seu discurso de lançamento, Aldo Rebelo priorizou o tema do desenvolvimento econômico voltado para a soberania nacional. O pré-candidato defendeu a regularização da exploração das riquezas minerais do país, com foco na formalização e fiscalização do setor para garantir rentabilidade ao produtor e ao Estado.

Segundo Rebelo, a legalização é o único caminho para que o Brasil recupere a capacidade de usufruir de seus recursos naturais. "Você fiscaliza quando é legal, você remunera o garimpeiro corretamente quando é legal", afirmou o ex-ministro, que também questionou as dificuldades impostas ao setor de produção de alimentos no país.

Questionamentos ao Supremo Tribunal Federal

A atuação do Poder Judiciário foi outro ponto central da fala de Rebelo. O ex-ministro fez críticas diretas à conduta de magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF), avaliando que houve um deslocamento do protagonismo político do Congresso Nacional para a Corte.

Na visão de Aldo Rebelo, a atual configuração gera insegurança jurídica. Ele afirmou que o país vive sob o que chamou de "11 constituições", em referência aos 11 ministros do STF. Para o candidato, cada magistrado interpreta a lei de forma individual, o que, segundo ele, prejudica o equilíbrio entre os poderes.

Cenário eleitoral e articulações políticas

O lançamento da pré-candidatura também registrou movimentações no xadrez político. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, compareceu ao evento para cumprimentar Rebelo. Embora a presença tenha gerado especulações, Kassab negou que alianças formais tenham sido tratadas no encontro.

Nesta semana, o PSD anunciou que terá candidatura própria ao Planalto, com a escolha oscilando entre os governadores Ratinho Junior, Ronaldo Caiado ou Eduardo Leite. Por sua vez, Rebelo confirmou que sua chapa ainda não tem um nome definido para a vaga de vice-presidente.

Com 69 anos, Aldo Rebelo possui uma longa trajetória em Brasília. Foi deputado federal por seis mandatos e presidiu a Câmara dos Deputados. Durante a gestão Dilma Rousseff, comandou as pastas do Esporte, Ciência e Defesa, além de ter sido ministro da Coordenação Política no primeiro governo Lula.

O pré-candidato encerrou o evento com críticas à atual política econômica do governo federal. Segundo Rebelo, a gestão atual foca em aumentar impostos para cobrir despesas de curto prazo, carecendo de um projeto robusto de desenvolvimento para o país.

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