Jornal da Band

Alerta na Páscoa: Por que o chocolate é altamente tóxico para cães e gatos

Substâncias como teobromina e cafeína presentes no cacau podem causar de vômitos a convulsões nos pets; veterinários orientam socorro imediato

João Marcelo
JOÃO MARCELO

03/04/2026 • 22:03 • Atualizado em 03/04/2026 • 22:03

Com a chegada da Páscoa e o aumento da presença de doces nas residências, veterinários emitem um alerta rigoroso aos tutores de animais de estimação: o chocolate é tóxico para cães e nunca deve ser oferecido como petisco. O risco é real e, muitas vezes, silencioso, como ocorreu com a empresária Ize Skora, que se assustou ao notar que sua cadela, Pandora, havia consumido chocolates deixados sobre a mesa.

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A periculosidade do alimento reside em dois componentes principais: a teobromina e a cafeína. Segundo a veterinária Bruna Oliver, os cães possuem uma dificuldade biológica acentuada para metabolizar e digerir essas substâncias. A incapacidade do organismo do animal em processar esses elementos rapidamente é o que desencadeia o quadro de intoxicação.

Riscos e sintomas da intoxicação

O nível de toxicidade varia de acordo com o tipo de chocolate. Aqueles com maior concentração de cacau, como os amargos e meio amargos, são considerados os mais perigosos para a saúde do pet. A ingestão pode provocar uma série de reações adversas, incluindo:

  • Vômitos e diarreias;
  • Crises de convulsão;
  • Em casos severos, o óbito do animal.

É fundamental que o tutor monitore não apenas o acesso direto aos ovos de Páscoa, mas também a interação de crianças e idosos com os bichos, já que esses grupos costumam oferecer pedaços de alimentos sem o conhecimento dos riscos envolvidos.

Como agir em casos de emergência

A orientação básica para prevenir acidentes é manter chocolates e outros doces estritamente guardados em locais altos ou fechados, fora do alcance do olfato e da agilidade dos animais. Caso a ingestão ocorra acidentalmente, a recomendação é procurar imediatamente um centro veterinário de confiança.

Bruna Oliver adverte que os tutores jamais devem tentar realizar procedimentos caseiros ou administrar substâncias por conta própria, como tentar induzir o vômito sem supervisão técnica. O tratamento profissional imediato é a única forma segura de reverter o quadro de intoxicação e garantir a integridade do pet.