Jornal da Band

Alunos são investigados por alterar fotos íntimas de colegas com IA

Adolescentes do 9º ano teriam manipulado foto de colegas após recusa de namoro; caso é apurado sob sigilo.

Da redação
DA REDAÇÃO

11/03/2026 • 20:54 • Atualizado em 11/03/2026 • 20:54

A Polícia Civil investiga um caso envolvendo estudantes de uma escola particular de Vitória suspeitos de criar e divulgar imagens falsas com conteúdo íntimo de colegas de turma. Segundo relatos das famílias, dois adolescentes de 14 anos teriam utilizado inteligência artificial para manipular a foto de três alunas do nono ano do ensino fundamental.

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A imagem original mostrava apenas um passeio em um shopping e havia sido publicada nas redes sociais. De acordo com as vítimas, os colegas alteraram o registro para criar montagens falsas, fazendo parecer que as adolescentes estavam sem roupa.

Suspeita de vingança após recusa de namoro

A família de uma das meninas afirma que a manipulação teria sido feita como forma de vingança, depois que a jovem recusou iniciar um namoro com um dos estudantes.

Segundo a mãe da vítima, os dois estavam se conhecendo, mas a filha decidiu não continuar o relacionamento. Após a recusa, o rapaz, com a ajuda de outro colega, teria modificado a imagem usando recursos de inteligência artificial e compartilhado o material com outros alunos da escola.

Alunos são da mesma turma

As três meninas e os dois estudantes envolvidos são da mesma turma do nono ano do ensino fundamental. Conforme relato das famílias, os adolescentes teriam sido suspensos por um dia pela escola.

A instituição informou que adotou as medidas previstas no regimento interno, mas não divulgou detalhes por se tratar de menores de idade. A direção também afirmou que o caso foi encaminhado às autoridades competentes.

Investigação corre sob sigilo

De acordo com a polícia, o caso está sendo apurado e corre sob sigilo. A suspeita é de que a montagem tenha sido feita no início de fevereiro, mas a família só tomou conhecimento recentemente, depois que a imagem começou a circular entre estudantes.

A mãe de uma das alunas relatou que a filha ficou emocionalmente abalada e disse ter sentido como se a exposição fosse real, mesmo se tratando de uma imagem manipulada. Segundo ela, a estudante se sentiu injustiçada e constrangida após o episódio, que também teria causado desconforto dentro da escola.

O caso levanta alerta sobre o uso indevido de inteligência artificial para criar conteúdos falsos e sobre os impactos desse tipo de prática, principalmente quando envolve adolescentes, podendo gerar consequências disciplinares e também responsabilização na esfera policial.