O colapso econômico em Cuba atingiu um nível crítico após as recentes ameaças do governo de Donald Trump. A estratégia de taxar nações que fornecem petróleo à ilha provocou uma queda drástica na chegada de navios petroleiros, isolando o país e paralisando serviços essenciais. Governos da Rússia e do México suspenderam o envio de remessas, enquanto o fluxo vindo da Venezuela já estava interrompido desde a captura de Nicolás Maduro, ocorrida no início do ano.
O impacto é visível nas ruas, onde encontrar um posto de combustível aberto tornou-se uma tarefa quase impossível. O transporte público e privado foi severamente reduzido; taxistas locais relatam que, em pontos onde antes circulavam dezenas de veículos, hoje apenas uma fração consegue operar por falta de abastecimento.
Déficit de produção e racionamento severo
Conforme destaca a reportagem de Eduardo Barão, Cuba possui produção própria de petróleo, mas ela é insuficiente para sustentar a demanda nacional. A ilha produz cerca de 40 mil barris por dia, volume que representa menos da metade dos 100 mil barris diários necessários para manter o funcionamento básico do país.
Diante desse déficit, a ditadura cubana implementou um racionamento de energia rigoroso. As consequências incluem:
- Apagões prolongados: Cortes de luz cada vez mais frequentes e duradouros em todo o território.
- Serviços Públicos: Repartições adotaram o trabalho remoto para economizar energia.
- Educação: O horário letivo nas escolas foi reduzido pela metade.
- Turismo em crise: Setor fundamental para a economia, o turismo sofre com a falta de combustível para abastecer aviões estrangeiros, resultando em praias e hotéis vazios.
Movimentação estratégica na Venezuela
Enquanto endurece o embargo contra Cuba, o governo Trump sinaliza uma mudança de postura em relação à Venezuela. A Casa Branca confirmou a emissão de licenças para que cinco grandes petroleiras retomem operações no país sul-americano, fechando acordos com a estatal PDVSA sem o risco de sanções.
A decisão ocorre após a visita do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, ao complexo de Orinoco. Ao lado da presidente interina, Delcy Rodriguez, Wright acompanhou de perto a extração de petróleo, marcando uma nova fase na relação energética entre os dois países sob a gestão Trump, contrastando com o isolamento imposto a Havana.
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