Jornal da Band

Amigo desmente versão e diz que atropelamento de mulher foi proposital

Novo depoimento indica que Douglas Alves da Silva, acusado de atropelar Tainara Souza Santos, não aceitava o fim do relacionamento

Da redação
DA REDAÇÃO

04/12/2025 • 19:54 • Atualizado em 04/12/2025 • 19:54

Tainara Souza Santos  teve as duas pernas amputadas

Tainara Souza Santos teve as duas pernas amputadas

Reprodução/Instagram

Novas informações sobre o caso da mulher atropelada e arrastada em São Paulo apontam que o crime pode ter sido intencional e motivado por ciúmes e o fim de um relacionamento. Um amigo que estava no carro com o motorista Douglas Alves da Silva, de 34 anos, desmentiu a versão do acusado à polícia, afirmando que o ataque foi deliberado. Segundo o amigo, Douglas não aceitava o fim do namoro com a vítima.

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A vítima, Tainara Souza Santos, de 31 anos, teve as duas pernas amputadas após o acidente e segue internada em estado grave, tendo passado por três cirurgias e com previsão de outros procedimentos.

Detalhes do depoimento e a prisão do acusado

No momento do atropelamento, Douglas não estava sozinho no carro. Kauã Silva Bezerra, de 19 anos, estava no banco do passageiro e desmentiu a principal versão apresentada por Douglas à polícia, a de que ele não conhecia a vítima.

  • Relacionamento: Kauã Silva Bezerra afirmou em depoimento que Douglas e Tainara namoravam e que ela havia terminado o relacionamento há pouco tempo.
  • Motivação: O amigo conta que Douglas ficou enfurecido ao ver Tainara conversando com outro homem em uma festa e que discutiu com os dois. Em seguida, ele o chamou para ir embora.
  • Ataque: Após entrarem no veículo, Douglas fez uma manobra e, "do nada", acelerou o carro e jogou o veículo na direção de Tainara.
  • Tentativa de Intervenção: Kauã disse que tentou impedir Douglas, mas que ele estava "transtornado". O amigo relata que Douglas só parou de arrastar Tainara após brigar e gritar com ele.

Ao ser preso, Douglas chegou a dizer à polícia que Kauã havia brigado com o homem que estava com Tainara. A Polícia Civil investiga as diferentes versões.

A fuga e a reação à abordagem policial

Douglas Alves da Silva tentou se esconder em um hotel após o crime. Imagens do circuito de segurança mostram ele saindo do local no domingo à noite, cerca de 12 horas depois do atropelamento de Tainara. Ele retorna pouco tempo depois, vestindo outra roupa.

Em seguida, policiais civis chegam ao hotel e se dirigem ao quarto de Douglas. Segundo os policiais, o acusado reagiu à abordagem e tentou pegar a arma de um deles, levando um tiro no braço. Em seguida, ele aparece sendo levado algemado.

Durante a audiência de custódia, Douglas alegou que estava dormindo no momento em que levou o tiro. No entanto, as imagens de segurança mostram que apenas oito minutos se passaram entre a chegada dele ao hotel e a chegada dos policiais.

Douglas Alves da Silva segue em prisão temporária e já possui antecedentes criminais por porte ilegal de armas. Há dois anos, ele chegou a ser preso e confessou que revendia armas e munições que trazia do Paraguai.