
Presente
ArthurHidden/Freepik
A tradição do amigo secreto, ou amigo oculto, está confirmada como um dos rituais de Natal mais populares do Brasil e deve injetar bilhões na economia neste fim de ano. Segundo um levantamento de comércio, 36% dos consumidores brasileiros pretendem participar da brincadeira em 2025, o que representa mais de 60 milhões de pessoas. Com um valor médio de presente estimado em R$ 70, a estimativa é que o ritual movimente cerca de R$ 7 bilhões na economia nacional.
Apesar da ampla adesão, a tradição ainda divide opiniões, gerando histórias curiosas e engraçadas nas confraternizações. A troca de presentes nem sempre agrada a todos, mas costuma render momentos divertidos.
O ritual do amigo secreto acontece em diversos ambientes: entre amigos, na família, no trabalho e até mesmo em grupos de home office. Mesmo em ambientes corporativos, é comum o sorteio recair sobre alguém que não é tão próximo ou sequer é conhecido pelo sorteador.
Motivações para participar do Amigo Oculto
A pesquisa de intenção de participação também revelou as motivações dos consumidores para aderir ao amigo oculto. Entre os que pretendem participar, a maioria (53%) declara simplesmente adorar a brincadeira.
Entretanto, uma parcela significativa (39%) vê o amigo oculto como uma boa alternativa para poder presentear mais pessoas gastando menos dinheiro. Para 14% dos participantes, a adesão é motivada por uma razão social: evitar serem julgados como antissociais pelos grupos.
As expectativas dos presenteados nem sempre se alinham com o que se recebe, gerando situações cômicas. O gestor de tráfego pago Bruno da Silva Lemos, que havia dito não gostar de ganhar roupas em amigo secreto, acabou sendo surpreendido com exatamente esse tipo de presente.
Após receber o item, ele encarou a situação com bom humor, brincando: "Como eu ia dizendo, eu adoro ganhar roupas... Combina com a minha pele".
O diretor de fotografia Alexandre Alencar ressalta que a tradição vai além do valor material. Ele vê a brincadeira como um exercício de consideração.
Segundo Alencar, muitas vezes as pessoas não sabem o que dar de presente para o outro e isso as força a refletir. “É justamente por isso que você pensa o que vai dar, o que vai falar sobre ela”, comenta.
Bruno da Silva Lemos complementou a análise, afirmando que o real valor do amigo oculto não está no ganho material. "Não é sobre o que você vai ganhar materialmente... É a memória que fica eterna", concluiu o gestor.
O levantamento do comércio brasileiro foi realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas. Por outro lado, entre os que não pretendem participar, 45% dizem não gostar da brincadeira, 35% não têm o costume no grupo e 23% alegam estar sem dinheiro.
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