Após incêndio, linhas de trem de SP voltam para a CPTM por 90 dias
Artesp determina intervenção temporária da estatal na operação da Trivia Trens após princípio de incêndio e paralisação que provocaram caos na capital paulista

Após problemas registrados nos trens de São Paulo na manhã desta quinta-feira (23), a Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) retome temporariamente a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, além do Expresso Aeroporto. O anúncio foi feito pelo Governo do Estado de São Paulo, estabelecendo um período inicial de até 90 dias para a medida.
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Retorno da operação pela CPTM
A decisão do governo paulista e da agência reguladora visa garantir a segurança e a qualidade do atendimento a aproximadamente 1 milhão de passageiros que utilizam diariamente essas linhas. Segundo a Artesp, a volta da CPTM serve para auxiliar na transição e prevenir novas falhas operacionais registradas nos primeiros dias de atuação da concessionária Trivia Trens.
O diretor-presidente da Artesp, André Isper, destacou que o nível de problemas presenciados nas linhas foi inaceitável e exigiu uma intervenção imediata para proteger os usuários do sistema. A CPTM colocará seu corpo técnico e estrutura operacional à disposição para dar suporte e estabilizar a prestação do serviço.
Falhas e responsabilidades serão apuradas
Além da transferência emergencial da operação, a Artesp informou que instaurará um procedimento formal para apurar as causas das interrupções e avaliar as penalidades cabíveis à Trivia Trens. O contrato de concessão prevê mecanismos de fiscalização e sanções administrativas no descumprimento dos requisitos mínimos de atendimento.
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A concessionária afirmou que atua para restabelecer o serviço com segurança e no menor tempo possível.
O que aconteceu na manhã de caos
A crise no sistema ferroviário começou após uma queda de energia provocar interrupção no fluxo das composições e um princípio de incêndio em um dos trens operados pela Trivia Trens, entre as estações Bresser-Mooca e Tatuapé. Passageiros registraram o momento em que ocorreram estalos, um clarão e chamas na parte externa dos vagões, gerando correria e apreensão.
Ao longo do dia, os reparos foram realizados e a circulação nas linhas 11, 12 e 13 foi gradualmente normalizada.
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Suspensão do rodízio, Paese e reforço no Metrô
Para conter o impacto na mobilidade urbana da capital paulista, diversas medidas de emergência foram acionadas:
- Suspensão do rodízio municipal: Inicialmente anunciada de forma restrita para a Zona Leste, a suspensão do rodízio de veículos foi estendida pelo prefeito Ricardo Nunes para toda a cidade de São Paulo nos dois períodos (manhã e tarde) devido à grande repercussão negativa e aos intensos engarrafamentos, que atingiram cerca de 750 km de congestionamento.
- Acionamento do Paese: A Trivia Trens solicitou a colocação de 36 ônibus do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) para transportar os passageiros afetados pelas paralisações.
- Reforço na Linha 3-Vermelha do Metrô: O Metrô de São Paulo liberou as transferências nas estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera, inseriu dois trens extras na frota habitual e operou viagens intermediárias em trechos com maior acúmulo de passageiros para aliviar as plataformas.
