Uma aposentada gaúcha foi vítima de um golpe milionário ao acreditar em promessas de lucros elevados em uma plataforma falsa de investimentos em criptomoedas. A mulher, que perdeu R$ 37 milhões — valor referente a uma herança —, foi uma das cerca de 140 pessoas lesadas pela organização criminosa, que utilizava sites bem elaborados e anúncios atrativos nas redes sociais para atrair vítimas.
Dinâmica do golpe
Segundo as investigações, o golpe começava em grupos de discussão sobre investimentos na internet. Sob a orientação de supostos "professores" e assessores, a vítima era induzida a realizar transferências via Pix diretamente para a falsa corretora, acreditando estar aplicando em um negócio seguro e lucrativo, em vez de utilizar instituições bancárias tradicionais.
Operação "Criptoabate"
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou a "Operação Criptoabate" para desarticular o esquema, cumprindo 10 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em três estados: Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina.
Os números do esquema revelam a dimensão da estrutura criminosa:
Movimentação atípica: Uma das empresas investigadas chegou a movimentar R$ 295 milhões em conversões para criptomoedas em apenas um dia.
Volume total: As transações financeiras realizadas pelos investigados somam um montante impressionante de R$ 30 bilhões.
Alcance: Além dos mentores, a operação mirou "laranjas" que cediam contas bancárias para a pulverização e ocultação do dinheiro ilícito.
A Polícia Civil trabalha agora na identificação de todas as 140 vítimas para quantificar o prejuízo individual e tentar localizar o destino dos recursos desviados, buscando formas de reparar os danos causados aos lesados.
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