
Aposentadoria terá mudanças em 2026; veja novas regras para dar entrada
Agência Brasil
A chegada de 2026 traz novas exigências para os trabalhadores brasileiros que planejam solicitar a aposentadoria junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Como ocorre anualmente desde a aprovação da Reforma da Previdência em 2019, os critérios de idade mínima e a pontuação necessária para o benefício foram elevados. O regime de transição, criado para escalonar o acesso à previdência, seguirá com mudanças progressivas até o ano de 2031.
Para quem busca a aposentadoria por tempo de contribuição em 2026, a idade mínima exigida subiu seis meses em relação ao ano anterior. Agora, as mulheres devem ter, no mínimo, 59 anos e seis meses de idade para ingressar com o pedido. No caso dos homens, a exigência subiu para 64 anos e seis meses. Vale ressaltar que o tempo mínimo de contribuição permanece inalterado: 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.
Sistema de pontos e categorias específicas
Além da idade mínima, os contribuintes precisam estar atentos à regra de pontos, que consiste na soma da idade com o tempo de contribuição. Em 2026, a pontuação necessária para mulheres atinge 93 pontos, enquanto os homens devem somar 103 pontos para garantir o direito ao benefício.
Segundo a especialista em direito previdenciário Priscila Gogola, essa pontuação aumenta um ponto a cada ano, o que exige um planejamento rigoroso dos trabalhadores.
A regra de pontos também incide sobre os servidores públicos federais, conforme explica a especialista em direito previdenciário Sarita Lopes. Outra categoria que enfrenta mudanças é a dos professores. Para os profissionais que atuam exclusivamente em sala de aula — seja na iniciativa privada, instituições federais ou municípios de pequeno porte —, a idade mínima avançou para 54 anos e meio para mulheres e 59 anos e meio para homens.
Planejamento e simulação
O cumprimento dos prazos é fundamental para evitar prejuízos financeiros. O pedido ao INSS deve ser realizado dentro do mesmo ano em que os requisitos são atingidos. Caso o trabalhador complete a pontuação em dezembro de um ano, mas não formalize o pedido, ele entra automaticamente na regra do ano seguinte, que é mais rigorosa, sendo obrigado a contribuir por mais tempo.
Os casos são individuais e cada histórico trabalhista deve ser analisado com cautela para identificar qual regra resulta no melhor benefício. Para muitos, como o zelador Rubens Junior, a aposentadoria acaba sendo um complemento de renda após diversas tentativas frustradas devido ao valor baixo das simulações anteriores. "Mudavam as leis, mudavam as regras e cada vez o benefício ficava sempre mais abaixo", relata.
Para auxiliar o contribuinte, o portal Meu INSS oferece uma ferramenta de simulação. Ao acessar o site ou aplicativo, o usuário pode clicar em "Simular Aposentadoria" para verificar quanto tempo falta para o descanso remunerado. Em alguns casos, aguardar alguns meses adicionais pode garantir um valor de benefício significativamente maior.
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