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Ataques entre EUA e Irã marcaram o ponto mais crítico entre os países em 70 anos de tensões

O ataque iraniano desta segunda-feira (23) à principal base americana no Oriente Médio, em resposta ao bombardeio de suas instalações atômicas, foi classificado, por muitos analistas, como “simbólico”

EDUARDO BARÃO

23/06/2025 • 20:14 • Atualizado em 23/06/2025 • 20:14

EUA avaliam entrar no conflito entre Irã e Israel

EUA avaliam entrar no conflito entre Irã e Israel

REUTERS/Amir Cohen

O ataque iraniano desta segunda-feira (23) à principal base americana no Oriente Médio, em resposta ao bombardeio de suas instalações atômicas, foi classificado, por muitos analistas, como “simbólico”. O Irã avisou, com antecedência, os Estados Unidos e o Catar que iria bombardear a base aérea. A tensão entre os países começou há cerca de 70 anos.

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“A mídia iraniana está falando que foram 10 mísseis, que é um começo de uma grande campanha. É muito importante, para o regime, dizer que está reagindo. Mas a minha interpretação é que já deu uma resposta e há de se esperar uma negociação”, disse o especialista Monique Goldfeld ao Jornal da Band.

O presidente americano Donald Trump agradeceu o aviso antecipado e ironizou dizendo que o Irã deu uma resposta “muito fraca” aos bombardeios americanos. Depois afirmou que agora “é hora da paz”.

A Casa Branca entende que o aviso da retaliação seria uma estratégia para os Estados Unidos não voltarem a atacar o Irã.

Em meio aos bombardeios, uma curiosidade: os pedidos de pizza perto do Pentágono viraram uma espécie de termômetro da guerra. Um perfil em uma rede social faz uma espécie de monitoramento. Quando há um pico de pedidos, é indício de que algum ataque está prestes a acontecer.

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70 anos de tensão entre Irã e Estados Unidos

Os ataques americanos contra instalações nucleares do Irã marcam o ponto mais crítico nas relações entre os dois países. São mais de 70 anos de tensão.

Na década de 50, os Estados Unidos apoiaram um golpe que derrubou o primeiro-ministro Mohammad Mossadegh, eleito democraticamente e que havia nacionalizado o petróleo iraniano. com a derrubada do governo, os americanos apoiaram a volta ao poder do Xá Mohammad Reza Pahlavi.

O atrito diplomático aumentou, principalmente, com a revolução islâmica, em 1979, que colocou o Aiatolá Khomeini no poder. Foi aí que os Estados Unidos romperam as relações diplomáticas, que nunca foram restauradas totalmente.

Na década de 80, durante a guerra entre Irã e Iraque, os Estados Unidos apoiaram o governo iraniano militarmente.

As tensões se reacenderam no começo dos anos 2000, quando inspetores internacionais descobriram atividades nucleares não declaradas no Irã. Depois de anos de negociações, o governo de Barack Obama e outras potências assinaram o acordo nuclear com o Irã, que foi rompido no primeiro mandato de Donald Trump.

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